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Por recorde olímpico, natação do Brasil usa até jogo de tabuleiro em adaptação

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RAPHAEL HERNANDES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Neste domingo (31), o técnico chefe da equipe brasileira de natação, Alberto Silva, afirmou que a expectativa para os Jogos Olímpicos do Rio é que os atletas superem o número de três medalhas conquistadas, atual recorde do país na modalidade.

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Nos últimos dias os nadadores se focaram na adaptação ao ambiente dos Jogos Olímpicos. Para aumentar o entrosamento da equipe usaram até brincadeiras com jogos de tabuleiro.

Dificuldades com a temperatura no estádio ou o horário das provas, por exemplo, foram minimizadas. A pedido de uma emissora de televisão americana, as disputas ocorrerão a partir das 22h.

"Será igual pra todo mundo. Não estou nem esquentando a cabeça", afirmou Thiago Pereira, nadador que competirá nos 200m medley.

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Uma das soluções utilizadas pela equipe para se adaptar ao horário são óculos especiais que enganam o corpo dos atletas para afastar o sono, diminuir o cansaço dos treinos e regular a temperatura corporal.

A seleção brasileira de natação que disputará os Jogos encerrou neste sábado (30) os treinamentos em São Paulo e deve ir para a Vila Olímpica, no Rio, nesta terça-feira (2).

O nadador Felipe França afirmou que essa "aclimatação" foi importante. "A gente sai da rotina [para competir] e tem que se adaptar, independente de calor e horário. Estou com a expectativa lá no alto".

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Gustavo Magliocca, médico da seleção, afirmou que a preocupação com fatores como o calor fica mais para a comissão técnica

Ele disse que questões de ambiente são trabalhadas no dia da prova. Durante os treinamentos, a comissão não tenta, por exemplo, fazer com que o atleta esteja num ambiente mais quente para simular o estádio no Rio.

"As adversidades climáticas são tratadas no dia. Com certeza, para a gente é uma preocupação", disse Magliocca.

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Segundo reportagem da Folha de S.Paulo da última quarta-feira (27), o estádio não terá refrigeração na área de competição e nas arquibancadas.

TORCIDA

O fato dos jogos serem no Brasil foi avaliado como positivo pela delegação. Eles preferem falar em "calor" a "pressão" da torcida.

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"Acho que a pressão vem mais quando não se faz um bom trabalho de preparação", afirmou Alberto Silva.

O nadador Bruno Fratus teve um treinamento especial nesse quesito: seu técnico, o australiano Brett Hawke, competiu nos jogos de Sidney-2000 e passou um pouco dessa experiência o pupilo.

"Quando a torcida ver a toca do Brasil vai gritar mais forte. Ele não pode se abalar com isso", afirmou Hawke.

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Silva, no entanto, amenizou a pressão por medalhas e disse que a "meta [da equipe] é conseguir fazer o melhor que treinou".

CIELO

A comissão técnica da seleção disse não saber se o nadador Cesar Cielo, que não se classificou para a Olimpíada, se juntará à delegação na Rio-2016.

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"Falei com ele uma vez e ele desejou boa sorte. Não cabe a mim convidar, mas pode ser uma surpresa boa", disse Silva.

Reportagem da Folha revelou que Cielo tem recusado convites para eventos e que tem adotado rotina reclusa desde o fracasso na seletiva olímpica. Ele perdeu a vaga dos 50m livre para Ítalo Duarte.

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