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Mulheres de Angola dominam delegação há 20 anos

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EDUARDO GERAQUE, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Se na Grécia Antiga, há mais de 400 a.C., as mulheres eram punidas com a morte se aparecessem em uma Olimpíada mesmo para assistir, milênios depois a situação é diferente inclusive entre as nações africanas. 

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No caso de Angola, a participação feminina, nas últimas duas décadas, desde Atlanta 96, tem sido superior a dos homens.

Na estreia do país em jogos, em 1980 (Moscou), havia uma mulher e 14 homens. O ápice da participação feminina ocorreu em Londres 2012, com 85% da delegação sendo do sexo feminino. Agora, no Rio de Janeiro, são 17 mulheres e 9 homens.

"Em termos nacionais, os dirigentes sempre investiram mais nos esportes coletivos femininos em Angola, porque eles acham que eles dão mais retorno", afirma Filipe Cruz, treinador da seleção angolana de handebol feminino.

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Para a capitã da seleção angolana, Luisa Kiala, 34, que joga ao lado da irmã e de uma sobrinha na seleção, o esporte feminino de Angola acaba aparecendo mais em nível internacional, apesar de internamente o esporte masculino ser competitivo. "Mas nós sempre conseguimos nos classificar para os jogos", diz Kiala.

A participação feminina em Olimpíada, que começou a crescer com o surgimento dos movimentos a favor das mulheres dos anos 1960, até chegar ao seu ápice nas últimas duas décadas, contrasta totalmente com a Grécia Antiga.

Phereince, em 744 a.C., vestiu-se de homem e levou seu filho e boxeador Peisirodus aos jogos em Olímpia. Na comemoração da vitória, ela, empolgada, pulou demais e perdeu a roupa e o disfarce. 

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Só escapou da morte, porque o pai dela havia sido famoso, por ter dois filhos vitoriosos nos jogos. Depois disso, os organizadores dos jogos antigos decidiram que os treinadores deveriam se apresentar nus, antes da realização dos jogos.

Algo que já ocorria entre os atletas que, em homenagem ao deus Zeus, deveriam ter sempre o corpo perfeito.  Em 396 a.C, uma mulher solteira, Cynisca de Esparta, ganhou uma corrida de carruagem. Mas isso não foi levado em consideração, porque os vitoriosos, nestes casos, eram os donos dos cavalos. Os animais eram guiados, normalmente, por escravos. 

As mulheres tinham um festival próprio em honra a Hera, a mulher de Zeus.

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