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Ensaio da abertura da Olimpíada mostra caravelas, 14 Bis e bossa nova

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GABRIEL VASCONCELOS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Cerca de 15 mil voluntários e convidados assistiram, na noite deste domingo (31), no estádio do Maracanã, ao ensaio de um show que terá um público estimado em 3 bilhões de espectadores no mundo todo: o da cerimônia de abertura da Rio-2016.

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O espetáculo de quase cinco horas contou com a iluminação e alegorias completas e apresentou um resumo da história do Brasil, da chegada dos colonizadores portugueses até a urbanização das grandes cidades.

No início, três caravelas cruzam o gramado, protegido por uma grande lona. Projeções e dançarinos em fantasias azuis, simulam o mar.

Logo, a construção das primeiras instalações do país por índios escravizados ganha a cena. O cenário se transforma até chegar aos dias atuais, com a projeção de uma favela em uma estrutura de blocos onde participantes praticavam parkour.

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Um ponto alto da cerimônia foi o voo de um 14 Bis, a invenção de Santos Dumont, que atravessou todo o estádio, suspenso em um cabo.

Depois da retrospectiva histórica, houve a apresentação de ritmos brasileiros, com direito a clássicos da bossa nova como "Corcovado" e "Garota de Ipanema".

Completando o repertório, muito samba, funk e rap, com gravações de artistas como Claudinho e Bochecha e Marcelo D2. Como mestres de cerimônia, participaram a jornalista Glória Maria e a atriz Regina Casé.

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Também foi simulado o desfiles das delegações de cada país, com os atletas representados por voluntários.

O público aplaudia efusivamente, desde as mensagens sobre as consequências do aquecimento global que apareceram nos telões antes da simulação das delegações até a passagem de cada país, anunciado nos telões. Uma das mais aplaudidas foi a dos atletas refugiados.

"A parte musical foi o que mais gostei, pelos arranjos diferentes", disse o técnico de TI Jefferson Cindra, 25. Ele chegou com a namorada faltando 15 minutos para a abertura dos portões e esperou quase duas horas na fila.

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Para quem chegou cedo, a entrada foi tranquila. Mas a marcação de lugares não funcionou, sendo ignorado pelas pessoas e modificada pela própria organização durante o evento.

Fábio Camargo, 38, e a filha Ana Clara, 5, foram ao Maracanã para ver sua mulher, que participa da coreografia em homenagem aos índios do Brasil.

"Essa é a chance das famílias verem o trabalho de quem está construindo este show", disse Camargo.

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