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Trump responde às críticas de pais de militar muçulmano morto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, respondeu a Khizr Kahn, que o acusou, na convenção do Partido Democrata, de não ter sacrificado nada nem ninguém pelos Estados Unidos.

O filho de Kahn, um muçulmano, era capitão do Exército e morreu na Guerra do Iraque, em 2004, após ser atingido por um ataque suicida.

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Em entrevista ao canal ABC News veiculada neste domingo (31), Trump afirmou que ele havia, sim, se sacrificado para garantir o emprego de "milhares e milhares" de pessoas. Ele também sugeriu que a esposa de Khan não havia se pronunciado durante a convenção pois, como muçulmana, não teria sido autorizada.

"Se você olha para a mulher, ela está ali, de pé. Não tinha nada a dizer. Provavelmente, talvez, não deixaram que falasse", afirmou Trump.

Na entrevista, instado a comentar a acusação de Khzir Khan de Trump nunca se sacrificara pelo país, o candidato republicano exibiu seus "enormes êxitos". "Acredito ter feito muitos sacrifícios", disse Trump. "Trabalho muito, muito duro. Criei milhares e milhares de empregos, dezenas de milhares de empregos. Construí grandes estruturas. Obtive êxitos enormes. Acredito que fiz muita coisa". Em seguida, acrescentou ter feito arrecadação de fundos para ex-combatentes e que ajudou a construir um memorial pelo Vietnã em Manhattan.

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Num artigo publicado também neste domingo no jornal "Washington Post", Ghazala Khan escreveu que se manteve em silêncio durante a convenção democrata "porque sem precisar dizer uma palavra, todo o mundo, toda a América, sentiram minha dor."

Já a candidata democrata, Hillary Clinton, disse que o caráter de Trump é questionável pois ele retribui uma família que fez um derradeiro sacrifício com nada além de insultos e comentários degradantes sobre os muçulmanos.

Em entrevista à rede de televisão CNN no domingo, Khizr Khan disse que Trump possui uma "alma negra" e que tinha esperança de que a família do candidato lhe ensinasse "alguma empatia".

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Logo depois, Trump continuou suas críticas a Khan pelo Twitter. "Eu fui violentamente atacado pelo sr. Kahn na Convenção Democrata. Nao tenho o direito de responder? Hillary votou a favor da Guerra do Iraque, não eu!", escreveu.

"O capitão Khan, morto 12 anos atrás, foi um herói, mas a discussão é sobre terrorismo radical islâmico e a fraqueza de nossos "líderes" para erradicá-lo", continuou Trump.

Khizr Khan agradeceu o candidato republicano por chamar seu filho de herói, mas disse que ele está sendo dissimulado por causa de sua retórica de campanha.

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