Turquia expulsa mais 1.400 militares e muda conselho militar supremo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo da Turquia anunciou, neste domingo (31), a destituição de mais cerca de 1.400 membros de suas Forças Armadas, bem como a reforma de seu conselho militar máximo, com a entrada de ministros de Estado.
As decisões são as mais recentes medidas tomadas pelo presidente turco, Recep Erdogan, após a tentativa de golpe militar contra ele em 15 de julho. Desde então, mais de 18 mil pessoas foram presas e 70 mil foram expurgadas do governo.
A nova onda de expulsões e as mudanças no Conselho Militar Supremo foram anunciadas no jornal oficial do Estado horas após Erdogan afirmar que pretende colocar os comandos das Forças Armadas e o Serviço Nacional de Inteligência sob controle direto de seu gabinete.
De acordo com o comunicado, foram expulsos 1.389 militares suspeitos de terem ligação com o clérigo Fethullah Gulen, acusado pelo governo turco de orquestrar o golpe malogrado.
Gulen, que vive num exílio autoimposto nos Estados Unidos, nega sua participação e condenou a tentativa de golpe.
Cerca de 40% dos generais e almirantes turcos foram destituídos nos últimos 15 dias.
O governo também anunciou que os vice-premiês, além dos ministros da Justiça, do Interior e das Relações Exteriores passarão a integrar o Conselho Militar Supremo. Antes, apenas o primeiro-ministro e ministro da defesa tinham assento no órgão.
Além dos expurgos feitos até agora, Erdogan cancelou os passaportes de 49 mil pessoas, fechou 131 meios de comunicação e prendeu 89 jornalistas.
