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Erdogan quer colocar Forças Armadas sob controle direto da presidência

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou neste sábado (30) que pretende colocar os comandos das Forças Armadas e o Serviço Nacional de Inteligência sob controle direto de seu gabinete.

A mudança é mais uma das medidas tomadas pelo dirigente turco após a tentativa de golpe militar contra ele em 15 de julho. Desde então, mais de 18 mil pessoas foram presas e 70 mil foram expurgadas do governo.

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Em entrevista ao canal A-Haber, ele disse que apresentará uma reforma constitucional ao Parlamento, onde tem a maioria, para aprovar a mudança constitucional para submeter as duas áreas à Presidência.

Se aprovada a mudança, a Marinha, o Exército e a Força Aérea, que tinham comandos independentes, passarão a responder diretamente ao Ministério da Defesa, assim como ocorre no Brasil.

Além dos comandos, os atuais hospitais militares passariam a ser dirigidos pelo Ministério da Saúde e as instituições educacionais serão fechadas e substituídas por uma universidade de defesa nacional.

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Erdogan afirma que precisa discutir as mudanças com os líderes da oposição antes de votá-las no Parlamento. No entanto, sua agremiação, o Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), tem dois terços das cadeiras.

Essas declarações foram dadas depois de uma mudança significativa nas Forças Armadas, com o afastamento de metade de generais (149 ao todo) após a tentativa de golpe.

O presidente também afirmou que o estado de emergência poderá ser prolongado além do período de três meses aprovado caso seja necessário.

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EXPURGO

A estrutura militar foi a principal atingida pelo expurgo promovido pelo presidente turco após a tentativa de golpe. Dentre eles, foram 1.684 oficiais de todas as patentes expulsos das Forças Armadas.

Erdogan ainda demitiu 70 mil funcionários públicos, a maioria do Ministério da Educação, cancelou os passaportes de 49 mil pessoas, fechou 131 meios de comunicação e prendeu 89 jornalistas.

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Todos eles são acusados de ligação com Hizmet, movimento ligado ao líder religioso Fetullah Gülen, considerado por Erdogan o comandante do golpe contra ele. O clérigo, que mora nos EUA, nega qualquer envolvimento.

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