Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Venezuela diz que assumirá comando do Mercosul, apesar de impasse

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse nesta sexta-feira (29) que o país assumirá a presidência rotativa do Mercosul, apesar de o impasse sobre o comando ainda não ter sido resolvido.

A passagem da liderança do bloco para Caracas dividiu seus membros. Enquanto o Uruguai, atual ocupante, deseja entregar a presidência, Brasil e Paraguai se opõem devido à crise no país comandado por Nicolás Maduro. Deste modo, o comando do Mercosul ficará vacante a partir de segunda-feira (1º) pela primeira vez em 25 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em entrevista ao canal sul-americano Telesur, financiado por Caracas, Rodríguez afirmou que a decisão é inadiável. Para ela, os governos paraguaio e brasileiro fazem um esforço inútil em impedir seu país.

"É impossível que não se possa respeitar o cumprimento do tratado constitutivo do bloco, que prevê a passagem por ordem alfabética. Por isso, deve ser transferida sem nenhum tipo de adiamento, sem nenhum tipo de desculpa."

A declaração foi feita horas antes de o governo uruguaio informar que concluiu seu período no comando do bloco, mas sem anunciar a passagem da presidência rotativa a nenhum dos membros do Mercosul.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Uruguai entende que hoje não há argumentos jurídicos que impeçam a passagem da presidência pro tempore à Venezuela", informou, em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do país.

Apesar da nota, o chanceler uruguaio, Rodolfo Nim Novoa, reconheceu a gravidade da situação. "Estamos em um verdadeiro problema, um grande problema", disse, em entrevista a um canal local.

IMPASSE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os anúncios uruguaio e venezuelano ampliam o impasse entre os membros do bloco. Devido à divisão interna dos demais membros sobre Caracas, foi cancelada uma reunião de chanceleres prevista para este sábado (30).

No dia 11, os chanceleres chegaram a se reunir, mas persistiram as diferenças. O conflito levou ao cancelamento da reunião de presidentes para a passagem do comando do Mercosul, que seria realizada no início de julho.

O Paraguai considera que a Venezuela não cumpre com a cláusula democrática devido às prisões de opositores a Nicolás Maduro, à repressão a protestos e à interferência do Executivo no Judiciário e no órgão eleitoral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta sexta, o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, disse que a presidência ficará vaga até que os países membros se pronunciem sobre a situação —a presidência rotativa, que tem duração de seis meses, precisa ser aprovada por consenso.

Oficialmente, o Itamaraty pede que Caracas cumpra com os requisitos do bloco antes de assumir. Apesar de ter entrado há quatro anos no Mercosul, a Venezuela ainda não está conforme com tratados comerciais e sociais.

Em entrevista em Brasília, o presidente interino Michel Temer reiterou a posição. "O Brasil não exatamente se opõe à transferência, mas pondera que [a Venezuela] têm que cumprir os requisitos acertados há quatro anos."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As autoridades argentinas não se pronunciaram sobre a declaração de Rodríguez. O governo de Mauricio Macri evitou ter uma posição definida, embora o presidente tenha afirmado não se opor em assumir o bloco em caso de impedimento venezuelano —a Argentina é a próxima da lista.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV