Após cortes, ministro diz que parte cultural dos Jogos era megalomaníaca
LUÍSA BUSTAMANTE
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após receber críticas de artistas e produtores por reduzir a programação cultural dos Jogos Olímpicos, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, disse que não está preocupado com números.
"Os números sempre têm essa coisa megalomaníaca: 2.000, 10 mil. Nós estamos preocupados em requalificar essa programação", disse Calero, em entrevista coletiva no Rio, na manhã desta sexta (29).
Segundo o ministro, os 560 eventos previstos atualmente na cidade mobilizarão 2.000 artistas durante os Jogos. A antiga gestão previa uma programação com 2.000 espetáculos e 10 mil artistas.
Calero disse ainda que seu antecessor, Juca Ferreira, lançou a programação cultural da Olimpíada quando faltavam três meses para os Jogos, o que impediria a efetivação dos eventos em tempo hábil.
"Quando chegamos ao ministério, percebemos que não havia uma programação, havia um esboço. Uma coisa é fazer contatos informais, outra é fazer a contratação", disse.
Dos R$ 85 milhões previstos anteriormente para a programação cultural, R$ 50 milhões estão empenhados para a execução dos 560 eventos durante a Olimpíada e a Paraolímpiada, segundo o ministro.
DEMISSÕES
Calero também falou sobre as 81 demissões, na terça (26), de funcionários com cargos comissionados no ministério.
Segundo o ministro, serão criadas até 50 vagas para repor os demitidos. Elas serão ocupadas por servidores de carreira escolhidos em processo seletivo interno.
