Representantes do setor audiovisual assinam manifesto pela Cinemateca
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a demissão de 81 funcionários do Ministério da Cultura, incluindo a cúpula da Cinemateca Brasileira, nesta terça-feira (26), representantes do setor audiovisual e da classe artística divulgaram um manifesto prol da instituição.
Em uma carta aberta, eles criticaram as demissões sem que houvesse um comunicado prévio "como de praxe" e rebateram a justificativa do governo federal de que "a medida visa promover 'o desaparelhamento do Ministério da Cultura".
O texto ressalta o papel da ex-coordenadora-geral Olga Futemma e afirma que a indicação do sucessor, Oswaldo Massaini Filho, viola a "prática adotada nos últimos 30 anos" por não partir do Conselho Curador.
"A maneira abrupta e arbitrária com que as demissões foram conduzidas no Ministério da Cultura (81 no total), atingindo órgãos e grupos de trabalho, revela um açodamento político não condizente com as práticas da administração pública democrática, de graves consequências culturais. Trará risco a acervos, programas, editais, projetos, atendimentos públicos diversificados", diz a carta.
O manifesto pede a vinculação da Cinemateca ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) -atualmente, seu órgão superior é a Secretaria do Audiovisual.
Até o momento, a lista conta com mais de cem assinaturas, entre as quais, as da Associação Brasileira de Cinematografia, Lygia Fagundes Telles, João Paulo Cuenca e Eduardo Escorel.
