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Protesto em Angra impede que gêmeas do nado sincronizado conduzam tocha

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MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os protestos que paralisaram o revezamento da chama olímpica em Angra dos Reis na noite da última quarta-feira (27) fizeram com que as irmãs gêmeas Bia Feres, 28, e Branca Feres, 28, não carregassem a tocha.

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Atletas da seleção brasileira de nado sincronizado nos Jogos Olímpicos do Rio, elas carregariam a tocha durante a noite e já estavam com o símbolo olímpico dentro do ônibus que as levaria ao local previsto para o início da condução da chama, mas ficaram presas devido aos protestos nas ruas.

"Não conduzimos. Achamos melhor pela nossa segurança não arriscar. O clima não estava bom. A prioridade é nossa nadada nos Jogos. Ficamos muito tristes. Manifestações fazem parte, mas têm que ser pacíficas", afirmou Branca, na manhã desta quinta-feira (28), à reportagem.

"Ficamos presas no ônibus, jogaram pedras, ovos, bombas", disse a atleta.

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O batalhão de choque da Polícia Militar teve que intervir com bombas de gás para conter os manifestantes, que protestavam contra a Prefeitura de Angra dos Reis. O revezamento e os shows que ocorreriam na cidade foram cancelados.

Há relatos de carros apedrejados durante a confusão. A Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal ajudaram a conter o protesto.

O comitê da Rio-2016 disse que houve uma paralisação temporária no trajeto e alguns condutores acabaram não carregando a tocha, mas que a comitiva continuou depois que a segurança foi restabelecida.

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A chama será levada à Ilha Grande nesta quinta.

"Entendemos a revolta do povo com os políticos brasileiros, mas nós não estaremos representando eles nos Jogos. Estamos representando nosso povo, que é guerreiro, alegre e trabalhador. E queremos passar uma boa imagem para o mundo", afirmou Branca.

Ela e a irmã Bia foram convidadas pelo Bradesco, um dos patrocinadores do revezamento, mas não ficaram com as tochas que iriam conduzir. Segundo as irmãs, elas receberão o símbolo depois.

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