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PF desarticula quadrilhas chefiadas por PMs que furtavam caixa eletrônico

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MARCO ANTÔNIO MARTINS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (28) uma operação conjunta com o Ministério Público do Rio de Janeiro para desarticular duas organizações criminosas chefiadas por policiais militares do Estado do Rio de Janeiro que atuavam no arrombamento e furto de caixas eletrônicos.

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Batizada de Segurança, a operação cumpre nove mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os mandados foram expedidos pela juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

As investigações, segundo a PF, indicaram que criminosos de outros Estados, principalmente de Santa Catarina, conectaram-se com policiais militares e outros criminosos no Rio de Janeiro para praticar uma série de furtos.

Alguns dos integrantes das quadrilhas investigadas já haviam sido presos em flagrante enquanto praticavam os delitos. Entre os acusados está um policial militar responsável por arregimentar assaltantes para retirar com maçaricos ou serras dinheiro dos caixas eletrônicos. Ao todo, 21 pessoas foram indiciadas pela PF nos crimes de furto qualificado e organização criminosa.

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Com a participação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio, a investigação identificou que o bando era liderado pelo PM Aldecir Serafim, vulgo "Bruno" ou "Papel". Ele era o responsável por recrutar pessoas de outros Estados para arrombar os caixas eletrônicos. Segundo a PF, os bandidos catarinenses são especialistas na técnica de corte dos caixas eletrônicos e, por isso, foram recrutados.

Serafim ainda cooptava outros policiais para informar o deslocamento dos carros da Polícia Militar para saber a hora da quadrilha agir. Os integrantes eram avisados por rádio quando uma patrulha da PM -que não estivesse envolvida com o esquema- fosse passar próxima de uma agência furtada.

Antes de cada arrombamento dos caixas eletrônicos, a quadrilha pichava as câmeras e deixava o local para verificar se não havia alguma ronda policial. Depois, parte do grupo retornava para abrir com serras ou maçaricos os caixas, enquanto outros integrantes permaneciam do lado de fora da agência observando qualquer possível aproximação policial.

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