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'Trump é um coitado', diz delegada brasileira na convenção democrata

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MARCELO NINIO, ENVIADO ESPECIAL

FILADÉLFIA, EUA (FOLHAPRESS) - O Brasil tem uma representante entre os 4.764 delegados democratas na convenção do partido na Filadélfia, que celebra a confirmação de Hillary Clinton como sua candidata à Presidência dos EUA.

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Nascida em São Félix de Minas (MG), Isabel Santos vive desde 1987 no país, onde se tornou ativa em projetos de integração de imigrantes brasileiros.

Sua missão atual: mobilizar os conterrâneos que vivem legalmente nos EUA a fazer o registro de voto para aumentar o apoio a Hillary nas eleições presidenciais de novembro. Acima de tudo: ajudar a evitar uma vitória de seu adversário republicano, Donald Trump.

Segundo ela, o registro de brasileiros para votar teve aumento de 60% em relação à última eleição presidencial, em grande parte motivado pela rejeição a Trump.

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A promessa do bilionário de apertar o cerco aos imigrantes ilegais serviu de combustível para o aumento, que também ocorreu em outras comunidades de estrangeiros.

"Trump é um coitado. Ele acha que pode ganhar a eleição por ser rico", diz Isabel, vestindo uma camisa com os dizeres "Brazilian American" (brasileira americana) em letras brilhantes. "Não acredito que ele realmente queira viver na Casa Branca. É um egoísta, só quer mais fama".

Casada com um americano, ela tornou-se cidadã dos EUA em 2000, quando votou no então candidato democrata à Presidência, Al Gore (que foi derrotado por George W. Bush), e se tornou membro do partido. Viveu 20 anos em Massachusetts antes de se mudar para a Flórida, dois Estados com grande concentração de brasileiros.

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Sua ação como líder da comunidade começou quase por acaso, quando desenvolveu um programa para ensino de português em escolas e foi solicitada a ajudar na adaptação de crianças brasileiras.

Hoje ela se esforça para convencer os brasileiros em situação legal a obter a cidadania e o registro de voto. "Há brasileiros que estão aqui há 20 anos e não têm o registro", diz.

Isabel tem circulado pela convenção com uma faixa de apoio a Hillary com o slogan da campanha em português: "Unidos seremos fortes".

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Em 2008, ela votou em Barack Obama para presidente, quando Hillary foi derrotada por ele nas prévias democratas. Isabel diz que, naquela época, já tinha a sensação de que não era o fim da linha para a ambição presidencial de Hillary.

"Eu sabia que ela seria a próxima", afirma.

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