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Trump diz ser 'ridículo' ligar Rússia a vazamanto de e-mails democratas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump, negou a possibilidade de que a Rússia esteja tentando influenciar as eleições americanas a seu favor. A tese foi levantada em meio à polêmica de vazamento de e-mails do Partido Democrata, da sua rival Hillary Clinton.

"Não tenho nada a ver com a Rússia", afirmou o candidato republicano em uma entrevista coletiva em Miami. O presidente russo "disse uma coisa agradável sobre mim, disse que sou um gênio, mas nunca o conheci", explicou.

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"É tão forçado, é tão ridículo", disse Trump, afirmando que não está convencido de que a Rússia possa estar por trás do vazamento.

"Honestamente, gostaria de ter esse poder. Eu amaria ter esse poder."

O presidente Barack Obama, entretanto, não descartou a possibilidade de que a Rússia esteja tentando influenciar as eleições.

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"Tudo é possível", disse Obama em uma entrevista à rede NBC News que será transmitida nesta quarta-feira (27). A declaração de Obama está sendo vista como o maior passo já dado pelo governo dos Estados Unidos no sentido de apontar a Rússia como responsável pelo vazamento em massa de e-mails do Comitê Nacional Democrata por parte da organização WikiLeaks.

O Kremlin, por sua vez, desmentiu qualquer ingerência na campanha eleitoral dos Estados Unidos.

"O presidente [russo Vladimir] Putin disse várias vezes que a Rússia não interferiu nunca e não interferirá nos assuntos internos [de um país], sobretudo em um processo eleitoral", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em resposta a uma pergunta sobre as declarações do presidente americano.

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"Se uma pessoa quer falar de suspeitas contra outro país, é preciso um mínimo de concreção e precisão. Enunciar hipóteses denota uma falta de abordagem construtiva", denunciou Peskov, destacando que Moscou fica muito atento em "evitar qualquer ação, qualquer palavra que possa ser considerada uma interferência direta ou indireta na campanha eleitoral".

Obama disse que o FBI continua investigando o vazamento, que revelou aparentemente uma preferência do Comitê Democrata por Hillary Clinton diante de seu rival nas primárias partidárias, Bernie Sanders.

VAZAMENTO

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O vazamento foi visto como constrangedor para os democratas, que realizam sua convenção nacional nesta semana na Filadélfia. A campanha de Hillary afirmou que ciberespecialistas contratados sugeriram que a Rússia era culpada pelo roubo dos e-mails e que seu objetivo era ajudar Trump.

O jornal "The New York Times" informou nesta quarta-feira que as agências de inteligência americanas têm agora "alta confiança" de que o governo russo está por trás do roubo dos e-mails.

No entanto, as agências não estão certas sobre se o roubo foi resultado de uma ciberespionagem de rotina ou forma parte de uma tentativa de influenciar as eleições presidenciais de novembro, disse o Times, citando funcionários federais informados.

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HACKERS

Obama disse à NBC que não podia falar sobre os motivos precisos do roubo de e-mails, mas estava ciente dos comentários de Trump sobre a Rússia.

"Donald Trump expressou repetidamente admiração por Vladimir Putin", disse Obama em um trecho da entrevista, que será transmitida em sua totalidade nesta quarta-feira.

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"E penso que Trump teve um bom apoio de cobertura na Rússia", indicou.

O presidente acrescentou: "O que sabemos é que os russos hackeiam nossos sistema. Não apenas do governo, mas dos sistemas privados".

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, ao falar na terça-feira à rede CNN, se recusou a confirmar ou negar que a Rússia fosse a fonte dos e-mails que sua organização divulgou.

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"Gostamos de criar a ambiguidade máxima sobre quem são nossas fontes", expressou Assange.

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