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Com liberação de triatlo e esgrima, Rússia terá mais 2 favoritos ao pódio na Rio-2016

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de perder quase um terço de sua delegação por causa de restrições anunciadas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), a Rússia foi informada nesta quarta-feira (27) que poderá contar com as equipes completas na esgrima e no triatlo da Rio-2016.

A FIE (Federação Internacional de Esgrima) afirmou que os 16 atletas russos inscritos para competir nos Jogos Olímpicos do Rio, além dos quatro suplentes, foram liberados.

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Com isso, dois destaques da modalidade estão confirmados: Sofia Velikaia e Alexei Iakimenko. Ambos são número um do mundo na categoria sabre, de acordo com o ranking da FIE.

"Seguindo a decisão do comitê executivo do COI, a FIE reexaminou os resultados de 197 testes de atletas russos feitos em 35 países, incluindo a Rússia, entre 2014 e 2016. Todos deram negativo", declarou a federação de esgrima, em nota.

No triatlo, três mulheres e três homens inscritos pela Rússia poderão disputar medalhas no Rio. Segundo a ITU (Federação Internacional de Triatlo), nenhum deles "aparece no relatório McLaren (que denunciou o esquema de doping no país) nem cumpriu suspensões por testar positivo em exames antidoping".

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Até o momento, atletas russos foram suspensos no pentatlo, remo, canoagem, natação, levantamento de peso, luta olímpica e no atletismo.

DECISÃO DO COI

O Comitê Olímpico Internacional decidiu que a Rússia não seria banida por completo da Rio-2016, apesar da Wada recomendar que nenhum atleta russo disputasse os Jogos. Segundo relatório de comissão independente da agência, houve participação ativa do governo do país no encobrimento de casos de doping.

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De acordo com comunicado no site do COI, a decisão foi guiada "pela regra fundamental do regulamento olímpico de proteger atletas limpos e a integridade do esporte".

Na decisão, o Comitê Olímpico definiu, também, uma série de condições para que os russos disputem os Jogos. Para ser elegível, um atleta, por exemplo, nunca pode ter sofrido nenhuma suspensão por doping anteriormente, mesmo que tenha cumprido punição.

O comitê ainda disse que não teria "tempo suficiente para realizar audiências com os atletas, autoridades e organizações afetados".

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A Wada declarou estar desapontada com a decisão do Comitê Olímpico Internacional de não banir por completo a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio.

"A Wada está desapontada que o COI não seguiu as recomendações do nosso Comitê Executivo, que as tomou baseado nas descobertas feitas pela investigação liderada por Richard McLaren, o que teria garantido uma abordagem direta, forte e harmoniosa", criticou Craig Reedie, presidente da agência.

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