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Mães de negros mortos por forças de segurança comovem convenção

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MARCELO NINIO. ENVIADO ESPECIAL

FILADÉLFIA, EUA (FOLHAPRESS) - Nove mães negras que perderam filhos em confrontos com a polícia ou com seguranças subiram ao palanque da convenção democrata nesta terça (26) para contar suas tragédias pessoais e expressar apoio a Hillary Clinton, que pouco antes havia sido confirmada como a candidata presidencial do partido.

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Foi um dos momentos mais emotivos do segundo dos quatro dias de convenção. Os telões da arena flagraram pessoas chorando enquanto as mães homenageavam os filhos e pediam ações para que outros jovens não sejam vítimas de violência policial.

"Um ano atrás eu vivi o pior pesadelo de minha vida quando vi minha filha sendo enterrada", disse Geneva Reed-Veal, cuja filha, Sandra Bland, 28, morreu sob custódia da polícia do Texas. "Que benção estar aqui neste momento, para que Sandy possa falar por meio de sua mamãe".

As nove mulheres fazem parte do grupo Mães pelo Movimento, que reúne famílias que perderam filhos em casos de violência policial. Ao convidá-las para falar na convenção em horário nobre, o Partido Democrata ofereceu uma plataforma nacional a um outro movimento que tornou-se central na discussão sobre a divisão racial nos EUA, o Black Lives Matter (vidas negras importam).

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Foi mais um contraste com a convenção republicana realizada na semana passada, quando as homenagens foram a policiais recentemente mortos por atiradores. O convite fortaleceu a ligação entre o movimento contra a discriminação racial e a campanha de Hillary Clinton, que tem se reunido com mães enlutadas.

"Sou uma integrante involuntária deste movimento", disse Sybrina Fulton, mãe de Trayvon Martin, 17, morto a tiros por um segurança em 2012, na Flórida.

A absolvição do autor do disparo, George Zimmerman, foi o estopim para a criação do Black Lives Matter. "Hillary tem a coragem de lutar por leis de controle de armas que fazem sentido. Ela não tem medo de dizer que vidas negras importam".

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Depois das mortes de oito policiais em Dallas (Texas) e Baton Rouge (Louisiana) nas últimas semanas, que se seguiram a casos de negros mortos pela polícia, Donald Trump criticou o Black Lives Matter, acusando seus ativistas de incentivar atos de violência contra as forças da lei.

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