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Cristina acusa Macri de pressionar Justiça a reabrir ação sobre atentado

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LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner acusou nesta terça-feira (26) pela internet o governo do presidente Mauricio Macri de elaborar um plano para reabrir na Justiça o caso sobre as denúncias feitas pelo promotor Alberto Nisman no ano passado.

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Segundo Nisman, Cristina supostamente encobriu o envolvimento do Irã no atentado terrorista à sede da Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), em Buenos Aires. O ataque, ocorrido em 1994, matou 95 pessoas.

A ex-dirigente escreveu no Twitter que a acusação de Nisman não tinha "pé nem cabeça" e que o governo se ocupa em criar um projeto para retomar a denúncia, apesar de não ter planos para melhorar a economia do país.

As denúncias de Nisman -que foi encontrado morto quatro dias após apresentá-las- apontavam que Cristina havia fechado um memorando de entendimento com o Irã para tentar livrar os suspeitos do atentado à Amia em troca de vantagens comerciais.

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Para o promotor morto, o acordo previa a retirada dos alertas vermelhos emitidos pela Interpol, a pedido da Argentina, contra os suspeitos iranianos. Segundo Cristina, porém, isso não estava no tratado, que tinha como objetivo interrogar os iranianos.

Após a morte de Nisman, a Justiça entendeu que não houve delito, já que os alertas não caíram. Agora, porém, a Daia (Delegação de Associações Israelitas Argentinas) pedirá para que a denúncia de Nisman seja desarquivada.

Segundo o jornal "La Nación", o Ministério Público também prepara um pedido de anulação da decisão que encerrou a investigação no ano passado -e são por essas ações que Cristina está responsabilizando o governo de Macri.

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A retomada do caso em torno do memorando de entendimento com o Irã poderá complicar a situação judicial da ex-mandatária. Cristina é investigada por lavagem de dinheiro, má administração de recursos públicos e falsificação de documentos.

Há suspeitas de que empresários que venciam licitações de obras públicas pagavam propina alugando apartamentos e quartos em hotéis de empresas dos Kirchner.

De acordo com reportagem publicada pejo jornal "Clarín" nesta terça, o jardineiro da casa de Cristina era o único empregado registrado da Los Sauces, empresa da ex-presidente que alugava os apartamentos.

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Em depoimento, o funcionário afirmou que só prestava serviços de jardinagem e que não sabia a localização dos escritórios da empresa.

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