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Brasileiro defende Vila e diz que já competiu em condições piores no exterior

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MARCEL RIZZO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O halterofilista brasileiro Fernando Reis, 26, afirmou nesta terça-feira (26) que os problemas detectados por diversas delegações na Vila dos Atletas não afetaram sua chegada e que dificuldades em instalações são recorrentes em competições no exterior.

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"O apartamento é ótimo, a comida é ótima, então não tenho do que reclamar. Agora é uma questão de adaptação, não tem para onde ir", afirmou o paulista, atual bicampeão dos Jogos Pan-Americanos na categoria acima de 105 kg.

"Já competi em inúmeros eventos nos Estados Unidos e na Europa e nem sempre as condições são as melhores", emendou, em entrevista na tarde desta terça na Vila.

Os problemas na vila foram escancarados no domingo (24), quando o Comitê Olímpico da Austrália emitiu comunicado chamando a instalação de"inabitável" e "insegura", e dizendo que não colocaria nenhum atleta lá.

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A Folha de S.Paulo revelou que os comitês nacionais de Brasil, EUA, Itália e Holanda pagaram do próprio bolso operários para acelerar as obras de seus respectivos prédios. Na segunda (25), o comitê organizador dos Jogos reconheceu que metade dos prédios do complexo não estavam liberados --o que só deve ocorrer nesta quinta-feira (27).

Reis é a principal esperança brasileira de medalha no levantamento de peso. Nunca, em toda sua história de participações olímpicas, iniciada em Antuérpia-1920, o Brasil teve uma medalha na modalidade.

Ele acredita que sua chance aumentou ainda mais no momento em que o principal favorito ao ouro, o russo Aleksei Lovchev, campeão mundial em 2015, foi suspenso por doping.

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"Acho que [a ausência de Lovchev] aumenta as chances. É uma janela favorável para mim", complementou.

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