Contra tumultos, Bienal do Livro distribuirá senhas pela internet
MAURÍCIO MEIRELES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bienal do Livro de São Paulo, que começa dia 26 de agosto e vai até 4 de setembro, quer evitar os tumultos de adolescentes desesperados pelo autógrafo do ídolo teen da vez.
Neste ano, as senhas para autógrafos dos nomes mais disputados serão distribuídas pelo site do evento (http://www.bienaldolivrosp.com.br/) a partir do dia 1º de agosto.
Entre os nomes que participarão este ano, estão youtubers de sucesso, como Kéfera, Jout Jout e Rezende Evil. Entre os nomes estrangeiros, figuram Lucinda Riley, Ava Dellaira, Amy Ewing e Tarryn Fisher, entre outros. E a Bienal continua como um evento voltado principalmente para os jovens leitores. É preciso ter o ingresso em mãos para conseguir retirar a senha. A programação estará disponível no site do evento a partir desta terça (26).
Essa medida vale para os autores na programação oficial da Bienal do Livro. Para as sessões promovidas pelas editoras em seus espaços de exposição vale o funcionamento que cada uma definir.
"O número de senhas é determinado pelas editoras e pelos autores, mas já temos autores que se dispuseram a dar mil autógrafos. No dia 1º de agosto, divulgaremos as atrações do dia 26, primeiro dia da Bienal, e assim sucessivamente", diz Paulo Octavio de Almeida, da empresa que faz a produção da Bienal.
Os ingressos este ano estão mais caros e custarão R$ 20 (de segunda a quinta) e R$ 25 (de sexta a domingo). Em 2014, o mais caro saía por R$ 14 (ou R$ 16,50, em valores atualizados pela inflação acumulada no período).
"Historicamente, o valor do ingresso acompanhava a inflação. Tivemos que rever isso. Era para custar R$ 30, mas fizemos ações para reverter isso", diz Luís Antonio Torelli, presidente da CBL (Câmara Brasileira do Livro).
"Tivemos ainda o aumento do dólar, o que inflacionou a emissão de passagens e pagamento de cachês de autores estrangeiros".
Torelli ressaltou ainda que boa parte do público -estudantes, professores, profissionais do livro, etc.- não pagam ingresso. Além disso, a Bienal deste ano não deve seguir a lei da meia entrada e limitar em 40% a entrada de pessoas pagando a metade do valor do ingresso.
Afetada pela crise, a Bienal do Livro terá 280 expositores nesta nova edição, contra 300 em 2014. Em 2012, esse número era de 480.
O orçamento investido pela CBL no evento literário é de R$ 12 milhões, dos quais R$ 9 milhões correspondem ao valor aprovado para captação via Lei Rouanet. Até agora, já foram captados cerca de R$ 4 milhões desse total.
Se for levado em conta o dinheiro investido pelas editoras, o investimento total é de R$ 30 milhões.
A cada edição alvo de críticas das editoras, o preço do metro quadrado para quem quer montar seu espaço lá subiu cerca de 6%, segundo Torelli. "Fizemos um esforço para renegociar contratos com os nossos fornecedores", diz.
