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Roubos crescem e quantidade de vítimas de homicídio cai em São Paulo

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THIAGO AMÂNCIO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de roubos no Estado de São Paulo aumentou 5,7% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, o número de vítimas de homicídio doloso caiu 12,7% no primeiro semestre em relação a 2015 e atingiu a menor quantidade desde o início da série histórica, em 2001.

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A tendência é a mesma na capital do Estado.

Os dados fazem parte das estatísticas criminais mensais divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nesta segunda-feira (25).

No total, houve 160,7 mil casos de roubos no Estado de SP de janeiro a junho em 2016, contra 152,2 mil no primeiro semestre de 2015.

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Para o secretário de Segurança de São Paulo, Magino Alves, o aumento é reflexo da má situação da economia. "O agravamento da crise econômica mostra uma elevação de crimes patrimoniais", disse ele.

Os roubos apenas de carga diminuíram 0,6% no primeiro semestre, mas, na comparação de junho de 2016 contra junho de 2015, houve um aumento de 34,42%.

Situação parecida ocorreu considerando apenas os roubos de veículos, que caíram 2,64% no primeiro semestre, mas cresceram 12,25% na comparação entre este e o último mês de junho.

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Já os roubos a banco caíram 29,35% no primeiro semestre e 69% na comparação entre junho de 2016 e junho de 2015.

Em relação aos homicídios dolosos, o número de casos chega a 1.729 no primeiro semestre deste ano, redução de 10,6% na comparação com 2015, que registrou 205 casos a mais. A queda no número de casos tem sido frequente e este é o menor índice desde o início da série histórica de 2001.

A queda é similar quando se verifica a quantidade total de vítimas de homicídio doloso: 1.785 em 2016 e 2.036 em 2015, redução de 12,33%, chegando a uma taxa de 8,56 vítimas por cada 100 habitantes.

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CAPITAL

O número de vítimas de homicídio doloso em São Paulo caiu 20,7% no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado: 451 vítimas em 2016 contra 569 em 2015. Foi o menor número da série histórica: 8,07 pessoas mortas por 100 mil habitantes. O número de casos caiu 18,1%.

Já os roubos cresceram 1,8% de janeiro a junho em relação ao ano passado, atingindo 78 mil casos. Os roubos somente de veículos diminuíram 2,8% no primeiro semestre, mas aumentaram 14,3% no mês de junho. Similar ao roubo de cargas: 1,73% de queda nos primeiros seis meses, mas 39,6% de aumento em junho.

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A grande queda aconteceu nos roubos a bancos: 53,2% de queda no primeiro semestre (22 casos contra 47), e 85,7% de redução na comparação entre junho de 2015 e de 2016.

ESTUPRO

Os casos de estupro vêm crescendo tanto na capital quanto no Estado todo: foram 4.736 casos no primeiro semestre deste ano -crescimento de 4,5%. Em comparação com os meses de junho de 2015 e 2016, porém, a variação chega a 19,09%: 811 casos no último mês e 681 em junho do ano passado.

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Na capital, o crescimento foi de 2% no primeiro semestre (que registrou 1.055 casos), e de 13,6% na comparação entre junho de 2015 e junho de 2016.

Segundo o secretário, em 81% dos casos registrados de estupro, as vítimas conhecem os autores do crime. "É um crime cometido no ambiente familiar ou entre pessoas que se relacionam. Ninguém consegue detectar".

O titular da pasta preferiu não dar hipóteses sobre o que causou o aumento. Em junho, ele chegou a culpar a crise econômica em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo". "Muita gente cai em depressão porque perdeu emprego e começa a beber. E aí termina perdendo a cabeça e praticando esse tipo de delito. Não estou falando que é a principal causa, mas uma das causas com certeza é essa aí", disse, na ocasião.

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