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ATUALIZADA - Entrada da estação Luz reabre com toldo para esconder teto queimado

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MARINA ESTARQUE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O acesso principal à estação da Luz reabriu nesta segunda-feira (25) com um toldo para esconder parte do teto, queimado e danificado por um incêndio em dezembro de 2015.

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Ao lado, um cartaz do governo afirma que as obras ainda estão em andamento: "O governo do Estado de São Paulo está trabalhando para a restauração do Museu da Língua Portuguesa". Por debaixo do pano, é possível ver o teto preto, com partes descascadas. "[O toldo] é para dar uma disfarçada no queimado", afirma um funcionário do local.

A entrada, que fica em frente ao parque da Luz e à Pinacoteca, na região central de São Paulo, ficou interditada por sete meses, assim como o saguão principal e as passarelas superiores da estação. O incêndio destruiu toda a instalação do Museu da Língua Portuguesa e matou um funcionário.

Segundo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foram necessárias obras estruturais, elétricas e hidráulicas para contenção da estrutura afetada pelo fogo.

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Durante a reforma, os acessos eram feitos pela avenida Cásper Líbero e pela calçada da Pinacoteca, na praça da Luz, em entradas mais escondidas. A reabertura da entrada principal foi comemorada nesta segunda-feira pelos usuários da estação, muitos dos quais trabalham na região ou visitam a rua José Paulino, a Pinacoteca, o Museu de Arte Sacra e o parque da Luz.

"Antes tinha que dar a volta, agora ficou bem melhor", conta Tamires Sousa, 23. "Essa entrada é mais perto e mais segura. Na outra tem muito morador de rua e garota de programa, as pessoas mexem com a gente", diz ela, que trabalha como balconista na rua José Paulino.

O vendedor Bruno da Silva, 25, passou pela estação olhando para cima, avaliando a obra. "Ficou legal. Isso facilita muito a vida, a outra entrada é perigosa", afirma ele, que trabalha na região.

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Turistas que circulavam por ali paravam para fazer fotos. "Eu reparei no teto preto, espero que eles restaurem para ficar como era antes", diz a funcionária pública Fabiane Figueira, 40, que veio de Pernambuco para visitar a cidade.

"Achei lindo, nunca tinha vindo com tempo para ver direito", conta a arquiteta Marina Dias, 26. De Caxias do Sul (RS), Dias já conhecia a estação, mas nesta segunda-feira decidiu parar para fazer fotos.

APRESENTAÇÕES

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Além de ser uma via de acesso importante, o hall principal também abrigava eventos, como apresentações musicais e teatrais.

A estação da Luz fica no bairro do Bom Retiro, na região central de São Paulo, e é uma das mais movimentadas do metrô. Recebe cerca de 250 mil usuários em dias úteis, sendo ponto de embarque e desembarque das linhas 7-rubi e 11-coral, que ligam a capital paulista aos municípios à leste e noroeste da Grande São Paulo.

INCÊNDIO

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Patrimônio histórico na região central de São Paulo, o complexo da estação da Luz -que engloba a estação homônima de transporte e o Museu da Língua Portuguesa- foi parcialmente consumido por um incêndio no dia 21 de dezembro de 2015.

O fogo começou por volta das 15h50 e foi controlado após duas horas e meia. O bombeiro civil Ronaldo Pereira, 39, que trabalhava no local, fechado às segundas para visitas, morreu após parada cardiorrespiratória devido à fumaça.

As chamas destruíram o segundo e o terceiro andares do prédio, e o teto de madeira desabou. Inaugurado em 2006, o museu era um dos mais visitados da capital paulista. Seu diretor, Antonio Carlos Sartini, espera reabri-lo até 2018.

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"O museu foi totalmente afetado, é uma tragédia", afirmou o secretário do Estado da Cultura, Marcelo Araujo, na ocasião. Todo o acervo do local é digital e, de acordo com ele, conta com cópia de segurança.

A estrutura da estação de trem, erguida em 1867, não sofreu dano. Construída para ser a grande porta de entrada da cidade, por onde passaria o café do interior e os imigrantes vindos de Santos, a Estação da Luz, muito semelhante à atingida agora, existe desde 1902. Uma outra, modesta, funcionava ali desde 1867.

"O que veio da Europa, desmontado, era o teto de aço. Os tijolos, por exemplo, foram feitos aqui, em olarias que a própria SP Railway incentivava que fossem feitas", afirma o arquiteto Lúcio Gomes Machado, professor da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), da USP.

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A partir dos anos 1950, com o incentivo ao transporte por automóvel, as ferrovias caíram no ostracismo. No centenário do prédio, em 2002, começaram as obras de restauração do edifício. Parte do local, que estava em estado de abandono, é que recebeu o Museu da Língua Portuguesa.

O museu e todo o complexo da estação da Luz não tinham aval dos bombeiros para funcionar.

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