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China sentencia alto oficial militar a prisão perpétua em caso de suborno

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma corte militar na China prendeu nesta segunda-feira (25) um ex-oficial militar de alta patente por corrupção, removendo dele seu título de general e confiscando seus bens. A condenação é de prisão perpétua.

Guo Boxiong, 74, foi o vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central até deixar o posto em 2012. No ano passado, o governo afirmou que o processaria por suborno, uma das iniciativas do presidente Xi Jinping contra a corrupção nas Forças Armadas.

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A agência de notícias Xinhua informou que todo o "dinheiro e materiais ilícitos" de Guo foram confiscados pelo Estado.

O caso foi conduzido a portas fechadas, já que envolvia segredos militares, afirmou a agência. Guo admitiu os crimes, manifestou arrependimento e não vai recorrer da decisão.

O militar abusou de sua posição e aceitou subornos "gigantescos", por conta própria e por conivência com outros, de acordo com a Xinhua.

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No site do Ministério da Defesa, um comentário dizia que a luta contra aos subornos "é de vida e morte" para os militares.

O filho de Guo, Guo Zhenggang, também foi investigado no ano passado.

O caso acontece depois do de Xu Caihou, que também era vice-presidente da Comissão Central Militar na mesma época que Guo, e morreu de câncer no ano passado.

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Antes da aposentadoria, ambos eram considerados alguns dos maiores oficiais militares que serviram durante a presidência de Hu Jintao.

O atual presidente, Xi Jinping, também exerceu a mesma função que os dois militares, no mesmo período, até ser promovido a chefe do partido e da comissão militar.

Fontes disseram à Reuters que Guo sofre de câncer e que a justiça militar considerou se deveria levá-lo a julgamento, caso ele morresse antes da sentença, como Xu.

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Oficiais da reserva e da ativa já afirmaram que o problema do suborno nas forças armadas é tão comum que poderia minimizar as chances de a China enfrentar uma guerra. A questão é de alta prioridade para o presidente chinês.

A tentativa de acabar com a corrupção acontece durante disputas territoriais nos mares da China meridional e oriental, embora o país não enfrente uma guerra em décadas.

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