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Amor por Lidoka será eterno, diz ex-Frenéticas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ex-integrante das Frenéticas Lidoka Martuscelli morreu na noite desta sexta (22), aos 66 anos, no Rio de Janeiro.

Leia abaixo depoimento da também ex-Frenética Leiloca Neves sobre a companheira de grupo:

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'Lidoka era a única paulista no grupo, carioca. Musicalmente falando, nós éramos as mais rockeiras, junto com blues, funk americano, jazz e R&B.

Estreamos como 'cantrizes' em 1973, em São Paulo, no Teatro Ruth Escobar, no musical 'Dzi Croquettas, as Fadas do Apocalipse', versão feminina dos Dzi Croquettes.

Em 1976, estreamos no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro, na boate The Frenetic Dancing Days Discothèque. Em seguida, fomos o primeiro grupo a assinar contrato com a Warner no Brasil. Nosso primeiro LP foi disco de ouro em dois meses. Na época, eram 150 mil cópias.

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Enlouquecemos o Brasil em plena ditadura, cantando 'Eu vou fazer você ficar louco dentro de mim'. Éramos ousadas, ingênuas, briguentas, operárias da arte, responsáveis, num Brasil de sexo, drogas e rock and roll, onde vivemos intensamente tudo. Éramos profissionais e muito responsáveis, apesar de loucas. Éramos uma família, morávamos num avião. Gargalhávamos, namorávamos muito, brigávamos, fazíamos as pazes, igual família. Nos últimos meses, falava com a Lidoka por Whatsapp, já que ela não queria ver ninguém e eu respeitava isso, claro.

Dois meses atrás, reencontrei Lidoka, quando a levei ao neurocirurgião Paulo Niemeyer, que não conseguiu operá-la. Já não havia mais condições.

Ela praticamente não falava. Mas, mesmo assim, me disse 'obrigada'. Lidoka fechou a tampa nessa vida, mas o amor que temos por ela e ela por nós será eterno. Obrigada, Lidoka. Por tudo. Dá um beijão na Lotinha, no Lennie Dale, no Arnaldo, no Tony Rego e em todos nossos amigos por mim."

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