Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Morador de rua é encontrado morto em SP; pastoral vê relação com frio

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

THIAGO AMÂNCIO E PAULO GOMES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um morador de rua foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira (22) no Pari, região central de São Paulo, após madrugada fria na capital paulista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A temperatura mínima média em São Paulo foi de 11,2ºC, de acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). Na região do Pari, a mínima ficou em cerca de 12ºC.

A causa da morte de José Laurindo dos Santos, 59, só pode ser confirmada após análise do Instituto Médico Legal. No entanto, o padre Julio Lancellotti, da Pastoral de Rua da Arquidiocese de São Paulo, vê relação com o frio.

O corpo foi encontrado por moradores da região pela manhã, descoberto e sem sinais de violência. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele era conhecido dos moradores do local, segundo o pároco, e vivia na região havia cerca de dez anos. "É responsabilidade da cidade toda", diz o padre. "E o governo tem de dar respostas individualizadas. Não somos todos iguais, e também com a população de rua há aqueles que não conseguem conviver", afirma, referindo-se aos moradores que não procuram abrigos públicos. "Em vez de criar uma tenda para abrigar 300 pessoas, por que não criar dez com capacidade para atender 30?", sugere Lancellotti.

Em junho, em meio a outra onda de frio e à morte de pelo menos outros cinco moradores de rua, a prefeitura de São Paulo começou a usar tendas para abrigar essa população. A gestão Fernando Haddad (PT) passou a ser criticada por parte de membros da Igreja Católica e movimentos sociais sobretudo após vir à tona denúncias de que guardas-civis recolhiam cobertores de pessoas que dormiam na rua.

Procurada, a Smads (secretaria municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) informou que criou mais de 2.000 vagas em 17 abrigos emergenciais desde 16 de maio, além de outras 10 mil vagas fixas em 80 centros de acolhida pela cidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A gestão Haddad diz ainda que há mais de 3.000 vagas na região da Mooca, onde morreu Santos, e que acolheu 11,3 mil moradores na última madrugada, restando ainda 943 vagas ociosas.

Há ainda a possibilidade de abrir alojamentos de emergência, se as 12 mil vagas forem insuficientes, diz a prefeitura. A Smads afirma, ainda que realiza abordagens três vezes por dia na região do Pari, oferecendo encaminhamento aos serviços da rede assistencial.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV