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Ministro da Defesa diz haver uma paranoia exacerbada pré-Olimpíada

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MARCO ANTÔNIO MARTINS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, considera que a 14 dias do início da Olimpíada há uma espécie de "paranoia exacerbada" em torno do tema terrorismo.

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Jungmann voltou a afirmar que não há qualquer "ameaça consistente" de ação durante os Jogos. O ministro está no Rio desde a noite de quarta (20) e permanecerá na cidade até o domingo (24) quando as Forças Armadas darão início à operação de segurança para o evento. Nesta manhã de sexta (22), o ministro recebeu a reportagem na sede do CML (Comando Militar do Leste), no centro do Rio.

"Estamos em um momento de estresse pré-grande evento. Este planejamento envolve muita energia. Há um diferencial hoje de que estamos tendo atos de terrorismo no mundo. Isso causa uma espécie de paranoia exacerbada. Acredito que com o início dos Jogos, essa discussão vai sendo diluída e as atenções vão se voltar para os eventos, para os atletas", afirmou o ministro.

As Forças Armadas terão, segundo o ministro, cerca de 22.000 militares no Rio durante a Olimpíada. Outros 3.000 militares estarão nos quartéis e apenas serão mobilizados em caso de situações de emergência.

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Nesta manhã, o ministro se reuniu com 65 oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, no CML para uma avaliação dos exercícios realizados na cidade durante esta última semana. No sábado (16), os militares simularam uma ação de resgate em um trem, na estação de Deodoro, na zona oeste no Rio. No dia seguinte (17) houve um ensaio das forças de segurança para a cerimônia de abertura da Olimpíada. Nesta quinta (21) houve ações simuladas da tomada de uma embarcação na Baía de Guanabara.

"Nenhum dos serviços de inteligência do mundo registraram qualquer ameaça consistente, real para a Olimpíada", afirma Jungmann.

De acordo com o ministro da Defesa, todos os aviões ou navios que chegam ao Brasil estão monitorados pelo setor de segurança e defesa envolvido no evento.

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"Nenhum avião ou navio do mundo decola ou sai de um porto sem que tenhamos qualquer informação sobre os passageiros. Se isso ocorrer, a pessoa será recolhida e ficará sobre o crivo da segurança dos Jogos, sendo assim deportadas"

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