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Para Planalto, operação foi bem sucedida, mas teve erros de comunicação

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GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF - (FOLHAPRESS) - O governo interino de Michel Temer considerou que a prisão nesta quinta-feira (21) de dez suspeitos de terrorismo serviu para refutar críticas de que o país não está preparado para enfrentar ameaças de grupos extremistas na Rio-2016.

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Nas últimas semanas, assessores e auxiliares do peemedebista vinham demonstrando insatisfação com a cobertura da imprensa nacional e internacional sobre a possibilidade de um atentado terrorista no país. A avaliação era de que havia um exagero que poderia afetar a imagem do evento mundial.

Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em maio, o peemedebista vinha recebendo informações atualizadas dos órgãos de inteligência sobre movimentações suspeitas nas redes sociais e em aplicativos de conversas.

Em julho, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) vinha atualizando semanalmente o presidente interino sobre o monitoramento de cem pessoas suspeitas, informação que foi revelada nesta quinta-feira (21) pela Folha de S.Paulo.

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Na noite da quarta-feira (20), com a constatação de que o grupo de suspeitos começou a planejar atentados no Rio de Janeiro, Temer foi avisado que a Polícia Federal desencadearia uma operação para prender os envolvidos.

O peemedebista questionou se havia previsão legal para a iniciativa e pediu que fosse informado durante toda a madrugada. Com a realização das prisões, foi realizada na manhã desta quinta-feira (21) uma reunião no Ministério da Justiça para decidir como seria a divulgação.

No encontro, foi discutida a possibilidade de selecionar um nome técnico para a entrevista à imprensa. No final, contudo, decidiram que caberia ao ministro Alexandre de Moraes fazer um pronunciamento público.

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A postura do ministro, no entanto, não agradou alguns auxiliares presidenciais. A classificação é de que Moraes foi confuso na entrevista à imprensa.

Nas palavras de um assessor presidencial, o ministro errou ao ter minimizado o nível de risco dos presos e ao não ter respondido perguntas sobre como a PF teve acesso às mensagens por Whatsapp e Telegram.

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