Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Trump lidera a 'rejeição a sistema corrupto e expirado', diz Don King

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, ENVIADA ESPECIAL

CLEVELAND, EUA (FOLHAPRESS) - Don King gosta "muito, mas muito mesmo" de Donald Trump, e a recíproca é verdadeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O magnata chegou a convidar o lendário empresário de boxe para falar em seu favor na Convenção Nacional Republicana.

King, afinal, é de Cleveland, sede do evento, e tem um bocado a ver com o presidenciável.

O reverendo Al Sharpton, proeminente ativista de direitos civis nos EUA, já disse que, "se King tivesse nascido branco, ele seria Trump".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ambos são incríveis na autopromoção e na arte de falar sem parar, mesmo se você não está falando de volta com eles."

Trump é "um grande homem", diz King à Folha de S.Paulo nos corredores da convenção, por onde perambula com seu black power grisalho e uma jaqueta jeans com bordados de motivos patrióticos (da águia à bandeira).

De quem ele gosta bem menos é "daquele Reince".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Reince Priebus é o presidente do Partido Republicano e, segundo o promotor que assessorou boxistas como Mike Tyson (outro fã de Trump), "um canalha".

A rixa começou assim: Trump queria porque queria que King fosse um dos oradores da convenção.

Reince, de acordo com o "New York Times", o convenceu a desistir da ideia. Não pegaria bem escalar um homem acusado de matar dois homens (atirou num ladrão pelas costas e pisoteou um funcionário que teria lhe roubado US$ 600).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

King acha que Priebus é um "velha guarda" que "não gosta de negros", incapaz de entender "que uma nova nação se formou".

"Como este homem vem à minha cidade e me trata como se eu tivesse esqueletos no armário?"

Ele está aborrecido, mas logo passa. Tira um jornal do bolso no qual a grande estrela é ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aponta para uma foto e diz: "Aqui, ó: eu, Trump e o pai dele".

A página é uma espécie de coluna social em que King posa com várias personalidades, como George W. Bush, Silvio Berlusconi e Henry Kissenger.

Ele também vai com a cara de Hillary Clinton, a rival democrata de Trump, embora ela não apareça em nenhum retrato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2014, King apareceu num evento para arrecadar fundos promovido pela ex-secretária de Estado em Las Vegas. "Sou um entusiasta de longa data", disse na época. "Hillary é uma mulher dinâmica, e eu, um lutador pelo direito das mulheres."

Não importa: agora ele está com Trump "porque o povo está com Trump".

Acredita que o magnata pode "liderar a rejeição a um sistema político corrupto, que expirou e que considera como inferiores mulheres e pessoas de cor".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

King tem outro "querido amigo" na convenção, Rudy Giuliani. Mas diz ter ressalvas à crítica do ex-prefeito de Nova York ao movimento Black Lives Matter, feita no evento.

"Ele fala que a frase 'vida negras importam' é racista porque exclui todas as outras vidas. Mas defende o Blue Lives Matter [pró-policiais]."

TENSÃO RACIAL

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ex-empresário de boxe afirma que "pretos, na América, não têm o mesmo valor" que outras vidas, e por isso a causa do Black Lives Matter é válida.

"Matam negros indiscriminadamente, sem impunidade. É disso que os meninos estavam falando. Atiram oito vezes pelas costas e dizem, 'ei, só estava tentando salvar a minha vida'."

Trump, como Rudy, já afirmou acreditar que o Black Lives Matter divide a América.

Diz querer lutar pelos negros e, ao "Washington Post", usou o apoio de King para refutar a pecha de racista.

"De fato, sou a pessoa menos racista que você já encontrou. Vou dar um exemplo. Don King provavelmente entende mais de racismo do que qualquer um. E ele não vai ficar ao lado de um racista, ok?"

King, 84, diz que conhece Trump, 70, há quase meio século. A Folha de S.Paulo pergunta qual a sua memória mais querida com o candidato à Casa Branca.

King grita quatro vezes seguidas "viva o Brasil!" e sai andando. Vira-se pela última vez e deseja boa sorte com a Olimpíada.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV