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Vaiado em convenção, Ted Cruz faz 'mea culpa' após não apoiar Trump

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, ENVIADA ESPECIAL

CLEVELAND, EUA (FOLHAPRESS) - Depois de ser vaiado na Convenção Nacional Republicana ao se recusar a declarar apoio a Donald Trump, o senador Ted Cruz (Texas) disse que não descarta, no futuro, abraçar a candidatura do presidenciável referendado pelo partido.

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Ele apenas não estava pronto para tanto, explicou na manhã desta quinta (21), em café da manhã com a delegação de seu Estado.

Cruz ganhou as primárias texanas com 43% da preferência popular, quase o dobro do desempenho de Trump.

A comitiva texana, contudo, está agora unida em torno de Trump e fuzilou o senador com perguntas sobre seu posicionamento na véspera.

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Ele fez um "mea culpa": disse que estava "observando e escutando" antes de tomar uma decisão", assim como "milhões de americanos".

"A eleição não é hoje. O que não pretendo fazer é sair por aí jogando pedras em Trump."

Uma certeza ele deu: "O que não farei é votar [na democrata] Hillary Clinton". A eleição, nos EUA, tem voto facultativo.

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FÚRIA REPUBLICANA

Cruz atraiu a fúria da base republicana ao não respaldar Trump em discurso na convenção.

Ele foi vaiado pela maioria dos 2.472 delegados, mais boa parte da plateia, após falar por 20 minutos e não ir além de um parabéns protocolar, logo no início, pela consagração como candidato da legenda à Casa Branca.

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Em vez do apoio, veio o pedido para que delegados "votassem com consciência".

"Merecemos líderes que defendam nossos princípios, que nos unam pelos valores compartilhados, que troquem a raiva pelo amor", afirmou o senador na noite de quarta (20).

RIVAIS

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Rivais nas prévias republicanas, Cruz e Trump se engalfinharam em embate marcado por ofensas pessoais, inclusive contra as respectivas mulheres.

O magnata o chamava de "Ted Mentiroso", e o senador disse em seu último dia de campanha que o oponente era um "mentiroso patológico" e "mulherengo em série".

Nessa reta final da campanha interna, Trump chegou a insinuar que o pai de Cruz, um imigrante cubano, estava envolvido na morte do presidente John F. Kennedy -parte de uma teoria da conspiração levantada por um tabloide.

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O senador disse que, depois do episódio, sua rivalidade com o empresário virou "pessoal".

"Não tenho o hábito de apoiar pessoas que atacam minha mulher e meu pai."

Ele reconheceu que seu palavrório da véspera repercutiu mal com a base. "Muitos não ficaram felizes. Tudo bem. Mas eu não falei nada negativo sobre Donald Trump."

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Cruz não quis responder à imprensa se estava arrependido do discurso da noite anterior, considerado por muitos como suicídio político.

O senador tem planos escancarados de concorrer à Presidência em 2020, caso Trump perca em novembro.

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