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ONU protesta contra veto de Caracas a envio de missões de direitos humanos

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SAMY ADGHIRNI

CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos queixou-se nesta terça-feira (19) de que não consegue enviar missões à Venezuela porque o governo local veta acesso ao país.

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"Nosso representante [para América do Sul] pediu um visito reiteradas vezes para visitar o país, mas não foi possível obtê-lo desde 2014", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do alto comissariado.

Segundo Shamdasani, pedidos de visto foram formalizados por escrito e em conversas pessoais com representantes do governo do presidente Nicolás Maduro.

O representante do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos na região, Amerigo Incalcaterra, está baseado no Chile e tem acesso normal a outros países, com quem mantém diálogo sobre questões ligadas a prisões, populações indígenas ou igualdade de gênero, entre outras.

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Até governos esquerdistas aliados da Venezuela, como Equador, já receberam Incalcaterra oficialmente.

A porta-voz do alto comissariado disse que a ONU tem "grande preocupação" com a situação na Venezuela, sobretudo com o aumento da violência, a escassez generalizada e os protestos por comida.

Shamdasani pediu que o governo Maduro permita um monitoramento da situação de direitos humanos e evite repressão violenta a manifestações. Ela também reiterou que a ONU está disposta a enviar ajuda humanitária para atenuar os efeitos da crise no dia a dia dos venezuelanos.

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O governo chavista nega necessidade de ajuda externa e considera que agências da ONU e ONGs se imiscuem indevidamente em temas internos venezuelanos.

Maduro afirma que as dificuldades no país são conjunturais e refletem tanto a queda do preço do petróleo, sustentáculo da economia local, como uma "guerra econômica" supostamente travada por empresários opositores.

A oposição afirma que os problemas que infligem os venezuelanos são fruto de políticas chavistas, como ataques ao setor produtivo e controles de preço e de câmbio.

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