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Assessor de política externa de Trump expõe desconhecimento de Brasil e AL

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, ENVIADA ESPECIAL

CLEVELAND, EUA (FOLHAPRESS) - Joseph Schmitz não é "um especialista em China", mas espera "ficar mais esperto nessa área".

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Também se esquiva de questões sobre a Índia, sugere à Folha de S.Paulo "enviar um e-mail" a outro colega mais ligado no Brasil e não sabe muito de América Latina -mas tem certeza que os latinos apoiam o chefe, porque seu sogro, hispânico, "é o maior fã de Trump que conheço".

Schmitz é um dos principais assessores de política externa de Donald Trump.

Destacado para conversar com a imprensa estrangeira nesta terça (18), não ajudou a apaziguar críticas de que o candidato republicano à Casa Branca não só é inexperiente no assunto, como ainda não conseguiu montar um time de pesos-pesados para o rodear.

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Questionado, em março, sobre qual seria sua abordagem nesse campo, Trump respondeu à rede MSNBC: "Número um: vou falar comigo mesmo, porque tenho um cérebro muito bom".

Em seguida, anunciou sua equipe de política externa, que inclui Schmitz, ex-inspetor-geral do Departamento de Defesa de George W. Bush.

Ele deixou o Pentágono em 2005, sob suspeita de fazer vista grossa para acusações contra membros do governo. A mídia da época o descrevia como uma "líder de torcida" para políticas excessivas, pós-11 de setembro, tomadas pelo então secretário de Defesa, Donald Rumsfeld.

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Antes de auxiliar Trump, Schmitz era um executivo da Blackwater, poderosa empresa privada de segurança, acusada em 2007 de matar 17 civis na guerra do Iraque.

Para explicar a plataforma do republicano, ele evoca uma máxima de "A Arte da Guerra", manual milenar da estratégia militar: conhecer o inimigo e a si mesmo.

Os maiores rivais: o "islã radical", ameaça externa, e o "politicamente correto", o mal doméstico -espelhado numa suposta incapacidade da gestão Barack Obama em aceitar, por exemplo, que seria preferível banir muçulmanos a pôr toda uma nação em risco.

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O republicano fortalecerá o Exército americano, pois "a alternativa seria mais custosa", diz. "É como o velho ditado: o carro mais caro é aquele barato que não funciona direito."

Ele rebateu alegações de que Trump seja um "isolacionista".

Estaria mais para um praticante "do bom senso" ao defender uma reforma da "defasada" Otan e acordos comerciais em que "os dois lados saem ganhando".

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O magnata rechaça várias alianças e costuma dizer que os EUA são dilapidados por seus aliados.

BRASIL E AMÉRICA LATINA

A reportagem perguntou se o Brasil também tiraria vantagem do país e se o candidato tem alguma política para os vizinhos latino-americanos.

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Segundo Schmitz, Trump não trataria a região "como um único bloco". Não conseguiu elaborar a resposta além disso.

Ele destacou que Trump "não só é um empresário de sucesso: é um empresário de sucesso no mundo inteiro". Logo, estaria qualificado para comandar a maior economia do mundo por mares internacionais.

Schmitz se zangou quando um repórter elencou críticas "de especialistas" à inexperiência do empresário.

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"Primeiro disseram que ele jamais seria o presidenciável republicano, então sou um pouco cético quando alguém fala que os especialistas afirmaram algo."

Também não gostou quando outro jornalista indagou sobre a proximidade entre Trump e Vladimir Putin.

O empresário já definiu o presidente russo como um "líder poderoso", e Putin devolveu o galanteio, chamando Trump de "homem brilhante e talentoso".

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"Você fala como se eles fossem melhores amigos, e isso não é preciso", afirma.

Mas uma coisa é certa, continua Schmitz: "Putin vai respeitar Trump muito mais do que respeita Obama e do que respeitaria Hillary Clinton".

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