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Sem livros de colorir, mercado editorial fecha semestre em queda

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RODOLFO VIANA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mercado editorial, que viu 2015 passar quase em branco, observa as contas próximas do vermelho neste ano. Sem o fenômeno dos livros de colorir -além da crise econômica que assola todos os setores-, as vendas enfrentam forte queda. É o que mostra a edição mais recente do "Painel de Vendas de Livros no Brasil", estudo mensal realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pela Nielsen BookScan.

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Neste semestre, em comparação com o mesmo período de 2015, as vendas caíram 16,3% em volume e 6,94% em faturamento -se considerar a inflação acumulada nos últimos 12 meses, a queda real é de 15,61%.

O impacto das vendas dos livros de colorir no ano anterior é evidente, de acordo com o documento. Em uma simulação que desconsidera tais títulos, os resultados ainda seriam negativos, mas menos catastróficos: a queda em vendas seria de 11,25% em volume, e 2,83% em faturamento.

O estudo mostra ainda que houve aumento de 9,49% no preço médio de capa. Se no primeiro semestre de 2015 um livro saída, em média, por R$ 39,31, hoje ele custa R$ 43,04.

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Já a fatia de mercado dos 500 títulos mais vendidos é menor -queda de 10,03% no valor e 11,79% em volume.

Isso significa que a venda está mais pulverizada neste semestre que no mesmo período de 2015, mas os 500 títulos ainda têm grande representatividade: correspondem a 24,4% de toda a receita do mercado, e 31,6% de todos os exemplares vendidos.

Entre os gêneros, o destaque positivo fica com os títulos de não ficção especialista (obras de matemática e ciências, gerenciamento e negócios, medicina e saúde etc.). Do primeiro semestre de 2015 ao mesmo período deste ano, eles saltaram 21,7%, e representam 30,54% de todo o faturamento.

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O destaque negativo fica com títulos de não ficção trade (onde estavam inseridos os livros de colorir), que caiu 22,7% em comparação ao primeiro semestre de 2015, e hoje representa 22,06% do faturamento do mercado.

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