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Justiça da Colômbia aprova uso de plebiscito para acordo com as Farc

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Tribunal Constitucional da Colômbia aprovou nesta segunda-feira (18) o uso de um plebiscito para referendar o acordo de paz com as Farc, embora tenha impedido a inclusão do pacto na Constituição do país.

Segundo a presidente da corte, María Victoria Calle, o projeto de lei que sairá dos diálogos com a guerrilha "é uma decisão política e sua confirmação não implica a uma incorporação ao ordenamento jurídico colombiano".

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Embora a colocação do acordo de paz como emenda constitucional tenha sido retirada, os magistrados mantiveram o visto para o piso de votação para a aprovação da consulta e a participação de políticos na campanha.

Desse modo, o acordo será aprovado se 13% dos eleitores do país -ou 4,3 milhões dos 33 milhões de pessoas aptas a votar- optarem pelo "sim", independente da votação do "não" ou das abstenções.

Também será possível ao presidente Juan Manuel Santos e seus ministros participarem da campanha eleitoral. O mandatário, principal partidário do "sim", estava impedido de pedir votos aos cidadãos colombianos.

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Com isso, Santos terá capacidade maior de contrabalançar a ofensiva de seu padrinho político e atual adversário, o ex-presidente Álvaro Uribe, que é contrário ao acordo e o principal nome da campanha do "não".

O tribunal também ordenou que, ao publicar o acordo de paz, o presidente informe o Congresso sobre a intenção de realizar o plebiscito. Após o Parlamento aprovar a proposta, Santos convocará a votação em até 120 dias.

A um mês da consulta, o governo será obrigado a apresentar todos os detalhes do acordo à população, por anúncios nos meios de comunicação. Neste período, também começa a campanha de rádio e televisão.

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A previsão é que o acordo seja assinado nas próximas semanas. Em junho, o governo e as Farc concordaram em encerrar o conflito armado, convocando um cessar-fogo bilateral e a entrega das armas da guerrilha.

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