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Justiça argentina deve investigar fonte do dinheiro furtado da vice de Macri

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LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A Justiça argentina deverá analisar a origem de cerca de R$ 215 mil que a vice-presidente do país, Gabriela Michetti, mantinha em espécie em sua casa.

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O dinheiro foi roubado na noite de 22 de novembro do ano passado -enquanto eram contados os votos do segundo turno da eleição presidencial-, mas, apenas no último domingo (17), soube-se do crime.

Michetti, que era senadora quando o roubo aconteceu, afirmou pelas redes sociais não estar "escondendo nada" e que já havia denunciado o crime na Justiça.

Segundo a vice-presidente, ela não havia falado publicamente sobre o assunto por um de seus seguranças estar envolvido.

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Ainda de acordo com Michetti, do total levado, 200 mil pesos (R$ 43 mil) eram de doações feitas a uma fundação social que preside. O dinheiro havia sido arrecadado com os ingressos do jantar anual da entidade, que ocorreu uma semana após o segundo turno das eleições.

Outros 45 mil pesos (R$ 10 mil), conta, estavam guardados para pagar uma reforma em sua casa e US$ 50 mil (R$ 160 mil) eram um empréstimo concedido por seu namorado para pagar o mestrado do filho.

Na declaração de bens da vice-presidente, consta uma dívida de 461 mil pesos (R$ 100 mil) com o namorado, Juan Tonelli. Michetti recebeu 724 mil pesos (R$ 155 mil) de salário em 2015, ano que terminou com um patrimônio de 1,15 milhão de pesos (R$ 250 mil).

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Essa foi a primeira vez que a riqueza da vice-presidente foi questionada. "Como pode que justo eu, que sou uma das políticas com menor patrimônio do país, sem recursos no banco nem no exterior, tenha que dar explicações de dinheiro", disse em entrevista à rádio La Red.

O presidente do país, Mauricio Macri, cujos bens chegam a 110 milhões de pesos (R$ 23,6 milhões) é investigado na Justiça por ter seu nome citado em documentos de empresas offshores instaladas em paraísos fiscais.

Na Argentina, devido às instabilidades do setor financeiro, é comum pessoas guardarem dinheiro em espécie em suas casas.

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