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Putin rebate relatório da Wada e acusa interferência política no esporte

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a Wada (Agência Mundial Antidoping) divulgar um relatório nesta segunda-feira (18) no qual afirma que o Ministério do Esporte da Rússia, junto com agências e entidades locais, alimentaram um esquema para atletas não serem pegos em exames antidoping, o presidente russo, Vladimir Putin, rebateu as acusações.

Em um comunicado, o político disse que a comunidade internacional é "testemunha" de uma perigosa ingerência "da política que interfere no esporte".

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"Assistimos hoje à uma repetida ingerência perigosa da política no esporte. A forma desta interferência mudou, mas o objetivo é o mesmo: fazer do esporte um instrumento de pressão geopolítica", diz parte do texto.

"As acusações foram baseadas no testemunho de somente um ex-agente escandaloso", completou Putin, referindo-se a Grigory Rodtchenkov, ex-dono do laboratório russo antidopagem.

O presidente da Rússia, que acrescentou que o movimento olímpico pode estar prestes a rachar, afirmou também que todos os dirigentes acusados de envolvimento no escândalo de doping foram suspensos de seus cargos até que as investigações sejam concluídas.   "Os responsáveis citados no informe da comissão, como os diretores-executivos [das infrações], vão ser temporariamente suspensos de suas funções até a fina da investigação", apontou.

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Na nota, a Rússia informa também que solicitará de todas formas à Wada "informações mais completas e objetivas" para tomar uma decisão final sobre os responsáveis que, entre eles, está o ministro de Esportes do país europeu, Vitali Moutko.

Além de recomendar a exclusão da Rússia da Olimpíada de 2016, a Wada pediu que sejam negadas credenciais a funcionários do governo e dirigentes.

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