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ATUALIZADA - Brasileira morta em Nice e sua filha serão enterradas na Suíça

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FERNANDA GODOY, ENVIADA ESPECIAL

NICE, FRANÇA (FOLHAPRESS) - família da brasileira Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, morta no atentado de 14 de julho em Nice, decidiu que o corpo dela e o de sua filha Kayla, 6, serão enterrados na Suíça.

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Os corpos foram liberados pelas autoridades francesas nesta segunda-feira (18), após a identidade de Elizabeth ser confirmada por meio de exame de DNA

Elizabeth e Kayla foram atingidas pelo caminhão dirigido pelo tunisiano Mohamed Bouhlel no passeio marítimo de Nice durante a queima de fogos na festa nacional da França.

Ana Margareth, irmã de Elizabeth, chegou às 11h30 (horário local, 6h30 em Brasília) desta segunda-feira (18) ao hospital onde estão internados o marido e duas filhas dela para dar a notícia do falecimento.

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Demonstrando abatimento, Ana Margareth estava acompanhada dos sogros e de uma cunhada da irmã. A mãe de Elizabeth, Inês Gyger, chegou logo depois.

A família vive na Suíça, para onde a mãe de Elizabeth, a auxiliar de enfermagem Inês Gyger, mudou-se há 26 anos.

Elizabeth Cristina, chamada de Cris pela família, era casada com o suíço Sylvan Solioz, e tinha três filhas. A mais velha, Kayla, 6, também morreu no atentado.

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O pai conseguiu salvar as duas filhas menores, Djulia, 4, e Kymea, 6 meses. Os três estão internados desde a noite de quinta na Fundação Lenval, devido ao choque psicológico sofrido.

A data do traslado dos corpos ainda depende de decisão de Sylvan.

A família estava de férias em Nice, na Riviera Francesa. Sylvan e Elizabeth haviam alugado um apartamento perto da praia por um mês.

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Eles chegaram a Nice no sábado (9), cinco dias antes da tragédia. Segundo Inês, Cris era uma mãe muito dedicada e fazia questão de planejar as férias das crianças com antecedência.

Carioca de Olaria (zona norte), ela trabalhava como cabeleireira, mas estava de licença-maternidade.

MINUTO DE SILÊNCIO

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Nesta segunda (18), a França fez um minuto de silêncio em homenagem às 84 vítimas do atentado de 14 de julho em Nice.

Milhares de pessoas foram ao local em que ocorreu o ataque, na orla da cidade. Ali, antes e depois do minuto, o primeiro-ministro Manuel Valls foi vaiado por pessoas que pediam sua renúncia. Depois, a multidão cantou A Marselhesa, o hino nacional francês.

O presidente da França, François Hollande, prestou sua homenagem no Ministério do Interior, em Paris, junto a Bernard Cazeneuve e quase 350 funcionários da pasta.

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