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Atirador da Louisiana manifestou descrença sobre protestos pacíficos

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, ENVIADA ESPECIAL

CLEVELAND, EUA (FOLHAPRESS) - Gavin Eugene Long, 29, escreveu no Twitter que "violência não é 'a' resposta (é uma resposta)" após Micah Xavier Johnson, 25, executar cinco policiais brancos no Texas, em vingança pela morte de dois negros em outros Estados.

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"Mas até que ponto você se insurge para que seu povo não se transforme nos nativo-americanos... extintos?", continuou no último dia 13.

Cinco dias depois, no dia de seu aniversário, ele vestiu roupas pretas, pôs uma máscara e matou três policiais e feriu ao menos outros três em Baton Rouge, Lousiana -a cidade de Alton Sterling, ambulante alvejado por um agente branco três semanas atrás. Foi morto na troca de tiros.

Nas redes sociais, Long exibia fotos com batas tipicamente africanas e falava com descrença sobre protestos pacíficos.

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"Se vocês todos querem continuar protestando, façam isso, mas para os sérios, os de verdade, os alfas, sabemos o que precisa ser feito", tuitou.

No domingo (17), antes de abrir fogo contra a polícia de Baton Rouge, ele foi visto perto de um local onde agentes costumam pegar café.

A WAFB, emissora local, reproduziu vídeo em que uma testemunha descreve alguém "parecido com um ninja" carregando um rifle.

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Ainda não se sabe o que Long, natural do Missouri, fazia em Baton Rouge e por que atirou contra a polícia.

MUNDO FITNESS

Na internet, ele usava o nome Cosmo Setepenra e se definia como "estrategista da liberdade, treinador de jogos mentais, nutricionista, autor e conselheiro espiritual".

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Era ligado ao universo fitness. No site Convos with Cosmo, gabava-se de ter perdido 36 quilos em seis meses.

Depois de afinar, entrou em seguida na Marinha —chegou a sargento e foi recrutado para o Iraque, o que faz dele um veterano de guerra, como o atirador do Texas. Era especializado em dados.

Fontes do Exército afirmaram ao BuzzFeed News que ele serviu nas Forças Armadas de 2005 a 2010 e ganhou medalhas de honra.

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O estudante de nutrição conta em seu site sobre a "revelação espiritual" que o levou a abandonar a faculdade e vender dois carros, "livrando-se de todas as posses materiais".

Com duas malas, começou uma jornada na África, "minha nação ancestral", passando por países como Quênia, onde nasceu o pai do presidente Barack Obama.

Depois do ataque texano, Long fez vários comentários sobre o recrudescimento da tensão racial nos EUA.

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No dia 7 de julho: "Poder não respeita a fraqueza. Poder respeita poder".

Um dia depois: "Se eles tentam e o destroem econômica e socialmente, aí você revida espiritualmente!

Na quinta (14): "Brancos acreditam mais em fantasma do que no racismo".

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Seu último tuíte foi no sábado (16), véspera do tiroteio: "Apenas porque você acorda toda manhã, não quer dizer que você está vivendo. E só porque você derramou seu corpo físico, não significa que esteja morto".

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