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Tentativa de golpe não afeta pacto UE-Turquia sobre migração, diz Alemanha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo alemão disse nesta segunda (18) que a tentativa frustrada de golpe militar na Turquia não afetará o acordo firmado entre a União Europeia e o país para conter a onda de migrantes que tentam chegar à Europa.

Segundo o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, a UE continuará cumprindo sua parte no pacto, que prevê ajuda financeira a refugiados que vivem na Turquia.

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Em 2015, mais de 1 milhão de migrantes chegaram ao continente europeu por meio da costa turca. Desde o acordo, o número de travessias caiu drasticamente.

Ainda assim, disse Seibert, caso a Turquia decida pela volta da pena de morte -proposta defendida pelo presidente Recep Tayipp Erdogan-, terá fim as negociações para que o país ingresse no bloco europeu.

Johannes Hahn, comissário que negocia com o governo de Ancara seu acesso à UE, disse acreditar que a Turquia esteja usando a tentativa de golpe para perseguir antigos adversários do governo Erdogan.

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Segundo Hahn, a Turquia parecia já ter uma lista de pessoas a serem detidas -entre elas, juízes, generais e procuradores opositores-, antes do episódio da última sexta (15).

NOVO BALANÇO

Com lágrimas nos olhos e voz embargada, o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, disse nesta segunda (18) que ao todo 232 pessoas morreram na tentativa de golpe militar -208 apoiadores do governo e 24 conspiradores. Das mortes pró-governo, 145 foram de civis, 60 de policiais e 3 de soldados.

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Durante o anúncio, Yildirim repetiu uma frase que, segundo ele, seu neto havia lhe feito: "Por que eles estão matando as pessoas?".

O premiê também atualizou o número de detenções feitas pelo governo turco, elevando a cifra para 7.543, incluindo 6.030 militares. Segundo a agência de notícias turca Anadolu, ligada ao governo, estão sendo interrogados nesta segunda 27 generais e almirantes que estariam ligados à tentativa de golpe.

Ainda de acordo com a Anadolu, o Ministério do Interior turco demitiu 8.777 de seus funcionários, incluindo 30 governadores, 52 inspetores civis e 16 conselheiros legais.

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