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Cidadãos da UE podem não ser autorizados a ficar no Reino Unido

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - David Davis, o novo secretário britânico do Brexit, encarregado de negociar formalmente os termos de saída da União Europeia, disse neste domingo (17) que alguns cidadãos da UE podem não ser autorizados a permanecer no Reino Unido após os britânicos deixarem o bloco.

David afirmou ainda ao jornal "Mail on Sunday" que ele quer um acordo generoso para os migrantes da UE no seu território e para os cidadãos britânicos na União Europeia.

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Ele rejeitou as especulações de que cerca de três milhões de cidadãos europeus podem ter que deixar a Grã-Bretanha, mas disse que se houver um aumento na chegada de imigrantes antes do prazo, o governo poderá ter que definir uma data limite de entrada.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, tem sido criticada por se recusar a garantir o direito dos cidadãos da UE a permanecer no Reino Unido. Ela diz que precisa assegurar que os britânicos que vivem em países da União Europeia terão o mesmo direito.

ESCÓCIA

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Nicola Sturgeon, primeira ministra escocesa, disse que não descarta a possibilidade da Escócia permanecer na União Europeia, bem como parte da Grã-Bretanha -que apoiou o Brexit em um referendo devido, principalmente, aos eleitores na Inglaterra e no País de Gales.

"Eu não acho que deva ser excluída [a possibilidade] nessa fase," disse. Os escoceses rejeitaram a independência do Reino Unido em 2014, mas apoiaram fortemente a permanência britânica na União Europeia no referendo realizado em 23 de junho. Sturgeon chegou a sugerir que poderia haver uma segunda votação.

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