Jovens desocupam Casa das Rosas e mantêm manifestação
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 50 jovens aprendizes das Fábricas de Cultura ocuparam, por volta das 20h deste sábado (16), a Casa das Rosas, na avenida Paulista.
O protesto foi contra o Instituto Poiesis, organização social que mantém contrato com a Secretaria de Cultura do Estado e faz a gestão de oficinas, Fábricas de Cultura, Casa das Rosas e Casa Guilherme de Almeida.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Cultura, os manifestantes desocuparam o local por volta das 23h e continuaram com uma manifestação em frente ao imóvel.
Uma participante do protesto, que não quis se identificar, afirmou que a polícia ?que cercava o local desde às 21h? deu o ultimato, às 22h30, para que os aprendizes deixassem o espaço, o que foi feito.
Os jovens protestam contra demissões de educadores, cortes de verbas e de atividades. Também protestam contra prisões realizadas pela PM nas Fábricas de Cultura de Brasilândia, na zona norte, e do Capão Redondo, na zona sul. De acordo com eles, o instituto está tratando uma manifestação cultural "como um caso de polícia".
Neste sábado (16) pela manhã, aprendizes que ocupavam a Fábrica de Cultura do Capão Redondo foram detidos pela PM e liberados no fim da tarde.
De acordo com os manifestantes, o mesmo ocorreu no dia 2/7. Eles afirmam que a polícia invadiu a ocupação da Fábrica de Cultura da Brasilândia e despejou os ocupantes sem autorização judicial. Alegam, ainda, que 22 aprendizes foram presos e passaram "mais de um dia encarcerados na 72ª DP".
Na terça (12), manifestantes já haviam realizado um protesto em frente à Casa das Rosas contra a repressão policial e cortes.
OUTRO LADO
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Cultura, não houve força policial na saída dos aprendizes da Fábrica de Cultura, e a Polícia Militar cumpriu a determinação da justiça.
A assessoria também afirmou que as Fábricas operam de acordo com a grade de programação pré-estabelecida, mantendo as atividades de formação e difusão cultural programadas, como cursos, oficinas e apresentações.
"Reiteramos que todas as demandas dos aprendizes, mesmo as que só surgiram durante a ocupação, estão sendo analisadas e continuarão sendo debatidas pela Poiesis junto à comissão que será formada. Os objetivos da Organização Social e da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo são assegurar atendimento de qualidade aos usuários do programa, sem redução no número de vagas oferecidas", afirma o comunicado.
