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'O que acontece no mundo hoje ninguém controla', diz Nuzman sobre segurança da Olimpíada

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PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio, Carlos Arthur Nuzman, afirmou neste sábado (16) que não há como ter controle total sobre a segurança do evento.

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Nuzman disse que confia nos esforços de segurança que têm sido feitos e que vai "torcer" para que ele seja bem sucedido.

"Vamos torcer, porque o que acontece no mundo hoje ninguém controla", disse o dirigente, em evento no Rio.

Nesta semana, após atentado que deixou mais de 80 mortos em Nice, na França, o governo brasileiro anunciou que iria rever o plano de segurança para os Jogos. Estaria em pauta aumentar o uso de barreiras para afastar veículos das praças de competição e a quantidade de revistas.

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Nuzman disse que a preparação cabe ao governo e que, nesta sexta-feira (15), houve uma reunião de operação geral entre todos os entes envolvidos para avaliar o plano de segurança.

"Teremos 80 mil agentes de segurança nos Jogos, é o maior efetivo em todas as Olimpíadas", comentou.

A Força Nacional de Segurança, encarregada da proteção nas áreas de competição, ameaçou entrar em greve nesta semana por falta de condições de trabalho.

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Na outra semana, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, dissera que o governo do Estado do Rio fez um trabalho "horrível" em relação à segurança. A declaração foi dada a rede norte-americana CNN.

Nuzman afirmou que, apesar dos episódios recentes, confia que os Jogos do Rio transcorrerão sem incidentes.

Ele disse que, no que diz respeito a procura do público, o vírus da zika foi "o grande dano" e não a segurança.

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"Os golfistas tentaram usar a zika como desculpa, mas não vieram porque a imprensa mostrou que [a Olimpíada] não distribui prêmios em dinheiro", observou, em referência a seguidas desistências de golfistas entre os melhores do mundo recentemente.

LABORATÓRIO

Nuzman também afirmou que o LBCD (Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem) deve reaver o credenciamento da Wada (Agência Mundial Antidoping) que perdeu no último mês.

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Técnicos da agência fizeram inspeções na instalação, que fica em prédio na UFRJ, no Rio, nos dias 5, 6 e 7.

"Pelo que tivemos de informação, ele vai ser recreditado", comentou. "Recebemos informações pela área técnica, não política, que são positivas."

Se for recredenciado, o LBCD vai processar amostras antidoping colhidas durante os Jogos do Rio.

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