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Morre aos 57 anos líder sérvio Goran Hadzic, acusado de crimes de guerra

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Morreu nesta terça-feira (12) aos 57 anos de idade o líder rebelde servo-croata Goran Hadzic, associado de crimes de guerra durante o conflito que dividiu a antiga Iugoslávia.

Segundo a agência de notícias estatal Tanjug, ele sofria de uma grave doença e estava internado em um hospital de Novi Sad, na província de Vojvodina, na Sérvia. Em 2015, ele foi diagnosticado com câncer no cérebro.

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Acusado de 14 crimes de guerra e contra a humanidade, Hadzic era ligado principalmente ao massacre de Vukovar, um dos episódios mais sangrentos da guerra de independência na Croácia (1991-1995).

Em 20 de novembro de 1991, milicianos servo-croatas invadiu um hospital usado como refúgio para os croatas. Na ação, 264 pessoas foram espancadas, torturadas e mortas pelo grupo liderado por Hadzic.

Ele também é acusado de obrigar civis croatas a caminharem sobre um campo minado perto de Lovas, no leste da Croácia, um mês antes, e suspeito de envolvimento na deportação de croatas e não sérvios.

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As matanças faziam parte de seu plano de consolidar o território de Krajina, do qual se proclamou líder. A república sérvia chegou a cobrir um terço da atual Croácia até ser derrubada em uma ofensiva croata em 1993.

Hadzic colaborava principalmente com o ultranacionalista Zeljko Raznatovic, o Arkan, líder da milícia dos Tigres, temida por seus excessos e operações de limpeza étnica na Croácia, na Bósnia e em Kosovo.

JULGAMENTO

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Ele foi o último dos 161 suspeitos de crimes de guerra capturado pelo governo sérvio do pós-guerra e entregue à Justiça internacional em julho de 2011. Em abril de 2015, seu julgamento foi suspenso devido ao câncer.

O servo-croata não é o primeiro responsável pela guerra a morrer antes da condenação. O ex-líder sérvio Slobodan Milosevic morreu aos 64 anos em 2006, preso devido as acusações de genocídio e crimes de guerra.

O ex-chefe político dos sérvios da Bósnia Radovan Karadzic, 71, foi condenado a 40 anos de prisão por genocídio. Já o ultranacionalista sérvio Vojislav Seselj, 61, acabou absolvido de todas as acusações que pesavam contra ele.

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O ex-chefe militar dos sérvios da Bósnia Ratko Mladic, 73, está sendo julgado pelo Tribunal Penal Internacional do conflito na antiga Iugoslávia, em Haia.

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