Secretária de Justiça evita responder perguntas sobre e-mails de Hillary
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A secretária de Justiça americana, Loretta Lynch, evitou responder perguntas sobre o motivo pelo qual descartou uma investigação sobre o uso de e-mails privados por Hillary Clinton enquanto comandava o Departamento de Estado.
Em visita à Comissão de Observação e Reforma do Governo da Câmara nesta terça-feira (12), disse que não seria apropriado a ela responder sobre o caso e deu seu apoio ao parecer do diretor do FBI, James Comey.
Na semana passada, a polícia federal americana havia considerado que Hillary não havia violado a lei, mas que ela havia sido negligente ao usar um e-mail privado em vez do sistema oficial do governo americano.
"Eu aceitei a recomendação. Não havia razão para não aceitá-la. Esta situação foi avaliada da mesma forma como qualquer outra", disse Lynch, em seu depoimento.
Ela ainda negou que tenha discutido sobre o processo contra a candidata ao se encontrar com o ex-presidente Bill Clinton, em 27 de junho, e disse que o encontro havia sido "inteiramente pessoal".
Enquanto os republicanos insistiam nas perguntas sobre o inquérito de Hillary, os democratas tentaram mudar de assunto, levando a secretária a responder sobre temas como policiamento e controle de armas.
A falta de respostas irritou os republicanos. Para o presidente da comissão, o deputado republicano Bob Goodlate, a resistência de Lynch às perguntas foi uma forma de ela abdicar sua responsabilidade.
"Ela entrou aqui sem nenhuma intenção de responder até as perguntas mais básicas, sobre aspectos legais que o governo é obrigado a confirmar em uma investigação criminal", disse.
A sessão refletiu a tensão da corrida à Casa Branca. Depois de o FBI rejeitar a denúncia contra Hillary, seu rival na disputa, Donald Trump, acusou a democrata de ter subornado Lynch para se livrar do processo.
No dia seguinte, porém, baixou o tom em relação à investigação, embora tenha chamado sua adversária de "uma mentirosa suja e esfarrapada".
