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Maioria de europeus associa refugiados a terror, diz pesquisa

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MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - A onda de refugiados na Europa aumenta o risco de terrorismo, acreditam quase seis de cada dez cidadãos do continente, de acordo com uma pesquisa em dez países divulgada nesta segunda-feira (11). Outra preocupação é econômica: metade considera os refugiados uma ameaça a seus empregos e benefícios sociais.

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A sondagem do Centro Pew de Pesquisas, de Washington, foi realizada antes do plebiscito no Reino Unido que decidiu pela saída do país da União Europeia e premiou o discurso contra estrangeiros. O sentimento é forte nos dez países europeus, entre eles Reino Unido, pesquisados pelo instituto.

Entre os 11.494 entrevistados entre 4 de abril e 12 de maio, 59% responderam sim à pergunta "refugiados aumentam a possibilidade de terrorismo no seu país?". O maior índice foi na Hungria, onde a extrema direita está em ascensão, com 76%. Entre os britânicos, 52% disseram sim, refletindo exatamente a divisão ocorrida no plebiscito.

Os húngaros também lideram entre os que veem os refugiados como uma ameaça econômica (82%), seguidos de poloneses (75%) e gregos (72%). Nos países mais ricos a preocupação despenca, como a Alemanha (31%) e a Suécia (32%).

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Mais de um milhão de refugiados cruzaram as fronteiras da Europa em 2015, gerando uma crise entre os países que tiveram que se adaptar ao fluxo e debates na União Europeia sobre como lidar com eles. A maior parte fugiu de países em guerra, como Afeganistão, Iraque e principalmente Síria. O país que mais recebeu refugiados foi a Alemanha, com cerca de 470 mil.

A maioria é de países muçulmanos e encontra um ambiente desfavorável na maior parte dos destinos europeus. Mais de 60% têm uma opinião desfavorável dos muçulmanos na Itália, na Grécia, na Hungria e na Polônia. Nos demais países, pelo menos um quarto dos entrevistados tem a mesma visão.

DIREITA TEMEROSA

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A desconfiança com os refugiados e os muçulmanos aumenta entre os que se identificam com ideologias de direita. Na Grécia, 81% dos eleitores de direita têm opinião negativa dos muçulmanos, mas o índice é alto também entre os de esquerda, 50%.

No Reino Unido, o medo de que a onda de refugiados traga terrorismo e danos econômicos é consideravelmente maior entre simpatizantes do Ukip, partido ultranacionalista que protagonizou a campanha pela saída da UE.

A reação anti-imigrante ocorre numa Europa cada vez mais diversa culturalmente. Segundo a pesquisa, os imigrantes são, na média, 12,2% da população dos dez países pesquisados, com variações entre extremos, a Suécia (18,3%) e a Polônia (1,6%). Só 22%, porém, acreditam que receber pessoas de diferentes etnias e religiões possa tornar seus países melhores.

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Os países pesquisados foram Hungria, Polônia, Grécia, Itália, França, Reino Unido, Holanda, Espanha, Suécia e Alemanha.

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