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Deputado nega interferência em obras olímpicas sem licitação

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O deputado André Lazaroni, líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Rio, afirmou nesta sexta-feira (8) não ter relação com a contratação sem licitação de empresas de seu pai, Paulo Roberto Moraes, para obras olímpicas.

A Folha de S.Paulo revelou nesta sexta que a Zadar e Engetécnica, que foram contratadas por emergência para finalizar, respectivamente, o Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo, pertencem à família do deputado.

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"Não tenho nada a ver com as empresas construtoras Zadar e Engetécnica, das quais meu pai, Paulo Roberto Moraes, acionista e é também citado no referido texto. Nunca participei de nenhuma ação das empresas", afirmou ele, em nota.

As duas empreiteiras foram contratadas após o município rescindir o contrato com as empresas que venceram a licitação. De acordo com a prefeitura, elas não estavam cumprindo os prazos para a Olimpíada.

A Empresa Olímpica Municipal disse, em nota, que não havia tempo hábil para realizar nova concorrência. Segundo o órgão, a Zadar e a Engetécnica apresentaram as melhores propostas para finalizar o serviço. As empresas não comentaram o caso.

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"Jamais fiz intervenções de forma direta ou indireta nas questões empresariais do meu pai que, como afirmei, é um dos acionistas das empresas há mais de 35 anos, muito antes de minha entrada para a política partidária", declarou Lazaroni.

Lazaroni não faz parte do grupo próximo do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), mas é aliado do ex-governador Sérgio Cabral, de quem foi secretário de Esporte e Lazer.

Esse não é o primeiro caso de relação entre político e obras olímpicas.

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Uma empresa da família do ministro dos Esportes, Leonardo Picciani (PMDB), foi fornecedora de britas para a construção do Parque Olímpico da Barra.

Empresa da família do secretário de Turismo e tesoureiro de campanha de Paes, Antônio Pedro Figueira de Mello, foi a responsável pelo gerenciamento de obras para os Jogos.

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