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Esgrimista volta a ter naturalização suspensa e não deve defender o Brasil

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A esgrimista húngara Emese Takács não deverá disputar a Olimpíada pelo Brasil. Na última quarta-feira (6), a Justiça Federal voltou a suspender a naturalização da atleta, que havia sido convocada para equipe feminina de espada.

A naturalização da atleta havia sido suspensa em maio, após o técnico Giocondo Cabral, autor do processo e treinador da esgrimista brasileira Amanda Simeão (então primeira reserva da seleção brasileira convocada para a Olimpíada), alegava que Emese conseguiu a cidadania de forma ilegal.

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Para ele, a húngara teria "arranjado" um casamento com o fotógrafo Rafael de França Barreto, em 2013 -os dois têm endereço no Rio.

Em entrevista ao jornal "O Globo", Emese negou ter pago pelo casamento e disse ter cumprido todos os pontos exigidos por lei para a naturalização. Ela afirmou que planeja morar com o marido após a Olimpíada do Rio.

Após a atleta ser desconvocada da Olimpíada no início de junho, a decisão liminar foi revogada pela desembargadora Vivian Josete Pantaleão Caminha, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Voltando a possibilitar a participação da atleta naturalizada nos Jogos.

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Cabral, porém, recorreu da sentença da desembargadora, adicionando no processo comentários e fotos em redes sociais que demonstrariam que Emese segue morando na Hungria e é, inclusive, casada com um compatriota.

Com as novas provas, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu reformar a decisão da desembargadora e voltou a suspender a naturalização da atleta.

Segundo o desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, que proferiu o voto vencedor, caso fique confirmada a fraude, a manutenção da atleta naturalizada na equipe brasileira terá prejudicado de forma irreversível as esgrimistas Amanda Simeão Netto e Katherine Miller, que seriam, respectivamente, titular e reserva da seleção.

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O magistrado afirmou ainda que há indícios de que Emese segue treinando e residindo na Hungria. Um deles seria o fato da carta precatória de citação enviada a ela ter sido devolvido à Justiça porque não havia ninguém no endereço. Vizinhos disseram desconhecer a estrangeira.

"Tudo indica, com o retorno ao país de origem e com a permanência no Brasil por poucos dias durante o ano, que há desvio de finalidade e intenção de fraudar a legislação brasileira", concluiu Leal Júnior.

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