Justiça dos EUA nega recurso de Bill Cosby em caso de abuso sexual
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ator americano Bill Cosby não conseguiu que fosse aceito um recurso apresentado por seus advogados no caso de abuso sexual que o famoso comediante enfrenta.
Cosby pode pegar uma pena de até 10 anos de prisão se for considerado culpado na corte da Pensilvânia por agressão sexual grave contra Andrea Constand, em sua casa nesta região do leste dos Estados Unidos. O fato teria ocorrido em 2004.
Seus advogados insistem que as relações foram consensuais, e na terça-feira (5) tentaram que o juiz descartasse o caso com base em erros de procedimentos, por violações dos direitos do ator, dado que Constand não foi chamada para falar em uma audiência anterior, o que impediu uma acareação entre ambos.
"Confiamos que a máxima corte do Estado [da Pensilvânia] corrija este erro, reverta esta decisão e nos permita iniciar o caminho seguro de que a inocência do senhor Cosby foi demonstrada", afirmou a defesa.
Acusado por dezenas de mulheres de abusos ocorridos em sua maioria décadas atrás, o ator foi indiciado no último 30 de dezembro por agressão sexual agravada contra Constand, uma ex-funcionária da Universidade de Temple, na Pensilvânia.
O comediante, que já foi uma das figuras mais populares da televisão dos EUA, sempre negou todas as acusações.
Muitas das denúncias feitas contra ele não puderam ser levadas à Justiça por terem prescrito. O caso aceito ocorreu dentro do limite de 12 anos previsto pela lei do país.
