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Sobe para cinco número de policiais mortos em protesto no Texas

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Atiradores alvejaram um batalhão da polícia que acompanhava uma manifestação em Dallas (Texas), na noite de quinta-feira (7), matando cinco oficiais e ferindo outros seis.

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O protesto no Texas foi um dos vários que explodiram em várias cidades dos EUA após a morte de dois homens negros por policiais brancos.

Três pessoas estão sob custódia das autoridades após a emboscada contra os oficiais, tida pela polícia como cuidadosamente planejada e executada.

Um quarto suspeito trocou tiros com a polícia e negociou com as autoridades durante a madrugada em uma garagem. O suspeito alertou sobre possíveis bombas espalhadas pela cidade ?não encontradas em varredura feita pela polícia.

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Esta quinta foi o dia mais mortal para autoridades americanas desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, segundo uma entidade americana que contabiliza mortes de policiais e outras autoridades. Nos ataques de 2011, 72 oficiais foram mortos, diz a entidade.

MORTES POR POLICIAIS

A morte de Philando Castile, 32, e Alton Sterling, 37, foi o gatilho para uma série de protestos, em sua maioria pacíficos.

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A namorada de Castile, Diamond Reynolds, transmitiu o assassinato em tempo real, via streaming no Facebook, a partir de Falcon Heights, em Minnesota, na quarta (6).

No vídeo, a filha de 4 anos chora no banco de trás, e a mãe questiona: "Você disparou quatro balas, senhor. Ele só estava pegando sua carteira de motorista".

Na terça (5), Sterling foi imobilizado, com o rosto no chão, em frente ao posto de conveniência onde vendia CDs em Baton Rouge, Louisiana. Após gritar "arma!" (que supostamente estaria no bolso do suspeito), o policial atirou várias vezes. Não prestou socorro imediato, conforme imagens registradas por celulares.

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Sterling e Castile se tornaram os 122º e 123º negros mortos pela polícia americana em 2016, segundo banco de dados do "Washington Post".

O número representa 24% de 509 vítimas. Os afroamericanos somam 13% da população americana, segundo o censo.

As mortes reaqueceram o debate sobre racismo e violência policial nos EUA.

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O presidente Barack Obama disse que não as vê como "incidentes isolados" e que "todos os americanos deveriam estar profundamente perturbados" por elas.

O governador de Minnesota, Mark Dayton, afirmou que ninguém deveria morrer por causa de uma lanterna quebrada (o que levou Castile a ser parado pela polícia, segundo a namorada).

"Isso teria acontecido se passageiro ou motorista fossem brancos? Não creio", disse o governador, que pediu investigação federal.

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VIRAL

Em outro vídeo, Diamond explica por que exibiu ao vivo a morte do namorado: "Quis que viralizasse. A polícia não está aqui para nos proteger, mas para nos assassinar".

"Em vez de cair num padrão previsível de divisão e politização do caso, vamos refletir sobre como podemos melhorar", afirmou Obama, o primeiro negro de 44 ocupantes da Casa Branca, horas antes do ataque no Texas.

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O problema é que os EUA vêm refletindo há anos, sem que episódios semelhantes deixem de emergir, diz à Folha Eddie Glaude Jr., autor de "Democracy in Black".

"É a contradição fundamental no coração da América. Não importa o quão comprometidos dizemos ser com a democracia, neste país a vida branca tem mais valor. A qualquer momento alguém pode respirar pela última vez pelo único motivo de ser negro."

Como o era Michael Brown, 18, suspeito de roubar um pacote de cigarros em 2014 que foi morto por um oficial branco. O caso deslanchou semanas de protestos (alguns violentos) em Ferguson. A cidade no Missouri é 67% negra, e só três de seus 53 policiais não eram brancos à época.

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"Em tempos como estes devemos lembrar a importância de unir as Américas", afirmou o governador do Texas, Greg Abbott, sobre a morte dos agentes.

A polícia de Dallas na internet divulgou a foto de um suspeito, um homem negro de camisa militar.

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