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Departamento de Justiça arquiva ação contra Hillary no caso dos e-mails

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, arquivou nesta quarta-feira (6) o processo contra a virtual candidata democrata, Hillary Clinton, pelo uso de um e-mail privado quando ela era secretária de Estado.

A decisão é tomada um dia depois que o FBI (a polícia federal americana) recomendou não indiciar Hillary sobre o caso, que era um dos principais problemas da democrata na campanha à Casa Branca.

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Em comunicado, Lynch disse ter concordado com o diretor do FBI, James Comey, de que não havia motivo para indiciamento contra Hillary pelo mau uso de informação confidencial.

"Recebi e aceitei sua recomendação unânime de que a referida investigação de um ano deve ser fechada e que não serão imputados delitos contra qualquer um dos indivíduos acusados nesta investigação", disse.

A opinião de Lynch sobre o processo era esperada. Na sexta (1º), a secretária disse que aceitaria a recomendação que fosse feita pelos policiais. Ela, porém, não fez críticas a Hillary, assim como Comey o fez em seu relatório.

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No texto, o diretor do FBI disse que a ex-secretária de Estado foi descuidada por usar apenas o e-mail privado para comunicações do governo, que deveriam ter sido feitas em sua conta profissional.

"Há provas para fundamentar a conclusão de que qualquer pessoa razoável na posição da secretária Clinton deveria saber que um sistema público não deveria ser lugar para conversar sobre assuntos delicados", disse.

REPUBLICANOS

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Comey foi convidado para comentar sobre sua decisão nesta quinta (7) na Comissão de Observação e Reforma do Governo da Câmara, dominada pelos republicanos. Na semana que vem, será a vez de Lynch.

Os republicanos criticaram o fim da investigação por considerarem que Hillary colocou em risco a segurança nacional. Segundo o FBI, das mais de 60 mil mensagens trocadas, 110 tinham informações confidenciais do governo.

Por outro lado, o virtual candidato republicano, Donald Trump, usou um tom mais suave para criticar sua rival nesta quinta. Citando as conclusões do FBI, ele voltou a chamá-la de "uma mentirosa suja e esfarrapada".

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Na noite de terça, ele havia acusado a adversária de subornar Loretta Lynch com a manutenção de seu cargo caso Hillary virasse presidente se ela a livrasse do processo dos e-mails.

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