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Ciclovia do Parque Olímpico do Rio tem poste no meio do caminho

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MARCEL MERGUIZO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em meio às obras de acabamento do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, um poste chama a atenção. Ele está no meio do caminho de uma das pistas da recém-inaugurada ciclovia, que ocupa o trecho em frente ao principal polo de competições dos Jogos Olímpicos.

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A reportagem observou o movimento na manhã desta quarta-feira (6) e notou que poucos ciclistas passam pelo local com suas bicicletas -em cerca de 30 minutos, apenas seis cruzaram o poste que fica em frente ao Parque Aquático Maria Lenk, palco das disputas de polo aquático e nado sincronizado na Olimpíada.

"A ciclovia aqui tem um mês, no máximo. O poste veio depois", diz Daniella Gomes, 30, moradora da Barra da Tijuca que diariamente percorre de bicicleta o caminho de casa, em frente ao Parque Olímpico, até a sede do COB (Comitê Olímpico do Brasil), onde trabalha.

Daniella reclama que, além do poste, a ciclovia restringe-se ao trecho em frente ao Parque Olímpico. Acaba (ou começa) precisamente onde está o Maria Lenk e vai até a outra ponta, na qual fica o MPC (sigla em inglês para o centro principal de mídia).

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"A ciclovia não tem continuidade, passo por ela todo dia. Como trabalho no Riocentro, tenho de cruzar a avenida [Salvador Allende], e é perigoso. Mas pelo menos tem ciclovia", comenta o urbanista Pedro Marquese, 35. "Por se tratar do Rio de Janeiro, isso [falha na obra] é mais comum do que se imagina."

De tão recente que é, o poste, inclusive, ainda não tem fiação. "Como diz o poeta, é a pedra no meio do caminho. Mas essa é bem alta", brinca um funcionário que estava dentro do Maria Lenk em conversa com a reportagem.

Procurada, a Prefeitura do Rio ainda não respondeu.

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