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Água da baía de Guanabara terá análise diária na Olimpíada

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ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A baía de Guanabara terá um monitoramento diário da qualidade da água durante a Olimpíada. A medida atende a um pedido da Isaf (federação internacional de vela), preocupada com a poluição nos locais de competição.

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Em crise financeira, o Estado terá ajuda do comitê organizador da Rio-16 para intensificar o monitoramento. O padrão é apenas uma avaliação mensal, divulgada ao público. A análise diária nos Jogos não deve ser publicada.

O monitoramento vai começar no dia 20 de julho, duas semanas e meia antes da competição de vela, que começa no dia 8 de agosto. Ela vai permanecer até o dia 18 de setembro, último dia de disputa da modalidade paraolímpica.

Os dados divulgados pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente) apontam que as raias olímpicas cumprem os limites de coliformes fecais impostos por resoluções para a prática de esporte. A rigor, os locais de prova são até próprias para banho.

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Técnicos do Estado afirmam que alguns pontos da baía tem qualidade satisfatória graças à troca intensa entre a baía e o oceano, que ajuda na renovação da água.

Os números apresentados, porém, não foram suficientes para acabar com as críticas internacionais. Menos da metade do esgoto lançado na baía é tratado ---longe da meta de 80% definida em 2009, quando o Rio foi escolhida sede do evento.

A Isaf já havia pedido testes diários no evento-teste do ano passado. Um mês antes, a Associated Press publicou reportagem afirmando que os locais de competição tinham água contaminada.

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O pedido da federação não foi atendido à época. A secretaria já havia ampliado o monitoramento mensal para semanal para atender ao evento. A pasta alegou na ocasião não haver tempo hábil para a mudança.

O monitoramento não arrefece as críticas. A reportagem da AP afirmava que estudos indicavam altas taxas de vírus presentes na água. O Inea mede apenas o índice de coliformes fecais, seguindo orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O órgão internacional afirma que os testes virológicos não têm padrão suficiente para servir como balizador de qualidade da água.

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A principal preocupação para a competição é o lixo no espelho d'água. Além de ecobarreiras, instaladas na foz dos rios que desaguam na baía para reter a sujeira jogada em seus cursos, haverá a operação de ecobarcos para retirar o material flutuante que chegar à raias de competição.

No evento-teste do ano passado, o barco de Isabel Swan e Samuel Albrecht virou em razão de um saco plástico.

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