Intercambista da USP vira réu por estupro; audiência será só em 2017
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um aluno estrangeiro da USP acusado de estupro tornou-se réu após a denúncia aceita ser pela Justiça. No entanto, por estar fora do país, sua audiência está marcada apenas para novembro de 2017.
Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (5) pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o moçambicano Aylton Lino Rangeiro Leão, 22, estudante de Medicina Veterinária na FZEA (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP), em Pirassununga (a 213 km de São Paulo) é acusado de ter estuprado uma aluna da faculdade em julho de 2013, durante festa em uma república da universidade.
Ela teria ido a um cômodo para dormir e sido acordada pelo rapaz penetrando-a. O caso foi revelado na CPI do Trote da Assembleia Legislativa, que apurou abusos de direitos humanos em universidades paulistas. À Folha de S.Paulo, o advogado de defesa do réu, Julio Cesar Reis Marques, refutou que Leão tenha voltado para Moçambique para fugir da Justiça.
"Ele não é um fugitivo. Ele voltou ao seu país para passar o Natal com a família", disse Marques. De acordo com o "Estado" a denúncia foi feita em 2 de dezembro, mas a decisão de proibir o acusado de deixar o país foi feita apenas no dia 24, quando Leão já havia viajado.
Segundo o site "G1", por conta da ausência do réu, a audiência foi marcada para 20 de novembro de 2017.
Marques afirma que, posteriormente, Leão disse a ele que não queria mais ficar no Brasil e pediu autorização para ficar em Moçambique, tendo o pedido aceito.
